Opinião

Serviço de táxi

Sou moradora do bairro do Benfica. Todos os dias por volta das 18 horas tenho assistido com muita apreensão, na paragem de táxi da Via expressa que vai dar ao bairro Mundial, alguns motoristas que usam as suas carrinhas para fazerem serviço de táxi.

Dezenas e dezenas de cidadãos acorrem a estes serviços, mesmo sem segurança, por falta de táxis e autocarros no bairro Mundial devido às péssimas condições das vias e à falta de segurança. As carrinhas ficam superlotadas, o que já provocou em tempos a morte por atropelamento de um cidadão que se descuidou e caiu durante o percurso. Apelo às autoridades do Governo Provincial de Luanda ou do município de Belas no sentido de criar condições de mobilidade para a população para que situações piores não venham a ocorrer. Julgo que os transportes públicos devem melhorar por razões de segurança. Não podemos minimizar o factor segurança porque, primeiro, a perda de vida é sempre irreparável e, em segundo lugar, a eventualidade de invalidez também acarreta para o próprio e familiares desafios enormes. Espero que estejamos a ser o mais sensatos na busca das melhores formas para transporte de pessoas e bens. Embora vivamos numa espécie de emergência, não há dúvidas de que precisamos sempre de cuidar dos aspectos da segurança porque, como se sabe, a vida não está nas nossas mãos. Precisamos de educar as nossas populações que a segurança não deve ser minimizada a favor dos negócios, lucros ou outras necessidades da vida. A integridade física das pessoas é muito mais importante, mesmo na hora de fazer táxi. Acho que não ficaria nada mal se as autoridades penalizassem as pessoas que insistissem em fazer serviços de táxi sem observar as normas de segurança.
Maria Teresa|Benfica

class="bold">O empreendedorismo
Sou servente de pedreiro há mais de quarenta anos e acompanho com alguma satisfação as conversas sobre o empreendedorismo entre os angolanos e é sobre isso que escrevo hoje. Sei que muito já se escreveu e que essa minha modesta carta pode não ser a primeira, nem a última sobre o tema. O indivíduo visto como empreendedor em Angola é capaz, mesmo sem apoio, de abrir o seu negócio e caminhar com pernas próprias e fazer sucesso. Desde a música, passando pelo futebol, estudos e pequenas tarefas, o homem e mulher angolanos são empreendedores. A propensão para o empreendedorismo está lá, o que falta são as ferramentas para que os passos dados neste sentido tenham melhor orientação e precisão. Muitas vezes, as pessoas com inclinação para o empreendedorismo precisam de ser devidamente orientadas para encaminharem bem as suas energias e capacidades criativas. Espero que haja sensibilidade da parte das instituições do Estado no sentido de proporcionar aos empreendedores angolanos condições para os mesmos serem bem sucedidos. E se esta e outras iniciativas tiverem a escola como berço, tendo um ensino inovador e professores competentes, não há dúvidas de que chegamos lá com mais facilidade. Afinal, ser empreendedor também representa uma forma de estar e viver numa sociedade como a angolana em que há, cada vez mais, novos desafios. Na minha avançada idade, acredito que os jovens angolanos são empreendedores, sendo que o que mais lhes falta é tão somente o impulso que deve vir das instituições.
Felizardo Costa|Samba

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