Opinião

Solidariedade com os pobres

Hermenegildo Afonso Rangel

Gostaria que os nossos compatriotas que são milionários fossem mais solidários com o pobres.

Leio muitas notícias dando conta que milionários de outros países financiam projectos sociais para ajudar pessoas com poucos rendimentos. Sei por exemplo que milionários de outros países financiam bolsas de estudo para estudantes que pertencem a famílias pobres.
Penso que os angolanos ricos deviam prestar alguma ajuda aos seus compatriotas, em particular nesta fase em que atravessamos uma profunda crise económica e financeira. Sei que os nossos ricos não são obrigados a dar um pouco do seu dinheiro aos seus compatriotas, mas deviam considerar a possibilidade de praticarem boas acções em prol de pessoas que muitas vezes e em muitas partes do nosso território nacional não conseguem fazer três refeições por dia.
Muitos dos nossos compatriotas milionários já foram muito pobres e podem compreender a vida difícil por que passam pessoas com baixa renda.


Merenda escolar

Era bom que no próximo ano lectivo todas as crianças de escolas públicas do país tivessem merenda escolar com regularidade. Penso que a merenda escolar podia ajudar muitos milhares de crianças com carências alimentares. Há ainda infelizmente muitas crianças que vão à escola sem tomarem uma refeição. Sou de opinião de que se crie ao nível de cada província um serviço público que se encarregue da distribuição de merenda escolar.
Em alternativa, podia-se pensar num concurso público com a participação de empresas privadas angolanas com capacidade para realizar o serviço de distribuição de merenda escolar.
Que se estude também a experiência de outros países em matéria de distribuição de merenda escolar. Proteger as nossas crianças é também assegurar que elas possam ter uma alimentação saudável. E se não puderem ter essa alimentação em casa, que o Estado assuma a responsabilidade de atenuar as suas carências.

João Silva | Cassenda


Pagamento de dívidas

É importante que o Estado continue a pagar as dívidas com empresas privadas angolanas, para que estas possam reactivar a sua actividade produtiva.
Acho que se forem pagas as dívidas que o Estado tem com empresas angolanas, haverá mais postos de trabalho. Muitos empresários estão interessados em continuar a produzir, mas não sabem como financiar os seus projectos produtivos.
O Governo está no bom caminho quando se empenha em pagar as dívidas que tem com empresas privadas angolanas. O sector privado pode criar muitos empregos e isso é bom para o Estado que deixa de ser o maior empregador e se concentra fundamentalmente em projectos infra-estruturais. O crescimento económico depende em grande medida da boa saúde das empresas privadas.
A economia cresce quando o sector produtivo privado cresce. As empresas privadas devem ser vistas como motores do crescimento ecconómico. Já houve no passado muitos negócios que foram desaparecendo com a crise económica e financeira. Que haja inteligência para contornarmos os problemas causados pela crise.

Alice Armando | Prenda

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