Escrevo para o Jornal de Angola para falar sobre uma estratégia recém-adoptada, provavelmente pela unidade técnica da Comissão Administrativa de Luanda ou, no caso que vejo no Rangel, pela Administração distrital.
Tem a ver com as operações que consistem em tapar buraco nas estradas com betão, uma medida que lembra a ausência de cão no momento de caça, com a presença do rato. Embora fossem recomendáveis que tais operações envolvessem asfalto e provavelmente não havendo ou custando muito caro, a opção pelo betão é bem-vinda. Só quem circula com viatura pelas vias de Luanda é que pode falar e com muita dor sobre os inconvenientes de conduzir sobre um asfalto esburacado. Os estragos que os buracos causam à condução, independentemente da sua dimensão, levariam à falência do Estado se todos os automobilistas processassem esse ente de que fazemos parte todos nós. Todo e qualquer buraco que surja na estrada, principal, secundária e terciária, devia levar à imediata intervenção das autoridades. Em vez da indiferença que leva algumas autoridades a promoverem o “deixa-andar”, enquanto o buraco se expande por consequência das chuvas e das enxurradas, a intervenção devia ser imediata. E se não conseguirem intervir, que arregimentem as entidades empresariais e pessoas de boa vontade que se encontrem próximos da zona esburacada ou mesmo de automobilistas que fazem uso frequente da mesma via para ajudarem. Agora que a moda parece pegar com o emprego de betão, atendendo que temos fábrica de cimento no país, bastante areia para construção, não faz sentido que se não recorra ao betão para taparmos alguns buracos nas vias. Chega a ser até vergonhoso que algumas pedonais à base de betão, como a que se encontra junto da entrada para a Vila de Viana, na Estrada de Catete, também denominada de “ponte
amarela” continue com os buracos que tem. As pessoas andam e encaram com muita preocupação o facto de estarem a andar sob uma plataforma com abertura. Acho que foi muito boa ideia taparem os buracos com recurso ao betão, como sucede nas estradas secundárias do bairro Rangel. Em todo o caso, importa dizer que esse trabalho bom de tapa-buraco deve ser bem feito para que as saliências não acabem por dificultar ainda mais a condução. Para terminar, endereço as palavras de alegria às entidades que tiveram a ideia de tapar buracos com argamassa de betão, numa altura em que os automobilistas pretendem apenas alguma fluidez no trânsito, em vez das condições inoportunas que encontram.
Caminhos da integração
Sou estudante de História e escrevo para o Jornal de Angola para falar um bocado sobre a integração regional. Acho que está na hora de os países da sub-região em que se insere Angola acelerem o processo de integração. A Região da SADC é das zonas africanas mais estabilizadas e mais pacificadas, se assim se pode dizer, razão pela qual escrevo estas linhas para abordar o desafio da integração regional. Há mais de 40 anos que os países da Região procuram acelerar os processos que devem levar à integração regional. Primeiro desafio e como não podia deixar de ser, foi o da busca da paz, realidade que se efectivou com a independência do Zimbabwe, em 1980, e depois com a Namíbia, em 1990. Com a paz relativamente presente na SADC,com alguma excepção para a República Democrática do Congo (RDC), acho que a Região pode avançar.