Opinião

Trabalho infantil

Amélia António| Marçal

Com a crise, muitos empregadores são tentados a explorarem crianças, para reduzirem custos.

Apelo às instituições de defesa da criança para uma maior fiscalização de empresas, a fim de evitar o trabalho infantil em condições que são contrárias às nossas normas laborais. Há pretensos “empresários” que empregam crianças em troca de baixíssimos rendimentos, tendo estas de trabalhar muitas horas e em condições precárias. Que haja mão pesada sobre todos os empregadores que estejam a violar os direitos das crianças.
Estas crianças não vão à escola ou desistem dela, e os empregadores não se importam com isso. As carências de vária ordem levam muitas crianças a procurar prematuramente qualquer actividade produtiva que lhes dê algum dinheiro. Elas procuram essa actividade voluntariamente ou sob incitação dos seus familiares.
Acredito que seja a pobreza extrema que leva muitos pais ou encarregados de educação a tirar os seus filhos ou educandos da escola para os pôr a trabalhar. Mas é necessário proteger a criança. A pobreza não deve justificar o sacrifício de crianças que precisam de viver em ambiente saudável e harmonioso. Os pais ou encarregados de educação não devem usar os filhos e educandos para garantir o seu sustento.
São os pais e encarregados de educação que devem assegurar o sustento dos seus filhos e educandos.

class="bold">As feiras e os camponeses

Tenho tomado conhecimento da realização de muitas feiras em que são exibidos produtos nacionais.
Tudo nas feiras é muito bonito e a pergunta que muitos angolanos fazem é a seguinte: por que razão esses produtos não chegam aos mercados com regularidade, para que os seus preços continuem a baixar cada vez mais?
É necessário que a produção nacional, por exemplo o que se produz no campo, chegue ao consumidor. Que se faça já alguma coisa ao nível da terraplanagem de vias que possam facilitar o escoamento rápido de produtos agrícolas, para as zonas urbanas, onde há um grande número de consumidores que querem adquiri-los a preços suportáveis.
Que não se faça apenas publicidade do que se faz nesta ou naquela região.
Os bens devem ser escoados e comercializados. Há casos de produtos agrícolas que apodrecem e isto não devia acontecer num país como o nosso, em que há pessoas com necessidade de alimentos.
Os camponeses precisam de vender a sua produção para, com o retorno gerado pela comercialização dos seus produtos, poderem continuar a realizar actividade produtiva.
O que todos nós queremos é que haja no país muitos negócios: pequenos, médios e grandes negócios.

Gervásio Pinto| Camama

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