Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola e como recomenda a praxis, endereço os meus calorosos cumprimentos à equipa redactorial. Sei que muito já se escreveu sobre a venda ambulante, uma prática secular entre os angolanos e que precisa apenas, em minha opinião, de maior regulação.
Os nossos vendedores e vendedeiras ambulantes precisam apenas de se organizarem mais e melhor para que sejam dignos do importante papel que desempenham ao nível da chamada economia informal. Julgo que as instituições devem inviabilizar a venda ambulante em qualquer local. É completamente compreensível a tomada de medidas, duras algumas vezes, para punir zungueiros irreverentes que contra todas as expectativas desafiam, direc-ta e indirectamente, as autori- dades. Urge pôr ordem no circo para que zonas urbanas e mesmo áreas rurais em que se não devia proceder à venda de qualquer forma sejam devidamente protegidas. Mas não estou de acordo com determinados procedimentos para inviabilizar os zungueiros e zungueiras em qualquer parte da cidade. Construíram-se numerosos locais de venda e há regulamentos próprios para a venda ambulante. Era bom que os nossos irmãos e irmãs, que fazem da “zunga” o seu ganha-pão, acatassem o que as leis determinam para que se evite situações menos abonatórias. Não fica bem para a imagem das instituições do Estado, no caso os elementos dos Serviços de Fiscalização e da Polícia Nacional, envolverem-se em correrias com as pessoas que praticam a venda nas ruas. Se há uma solução, cabe as instituições definitivamente terminar com a venda ambulante desregrada. Não acho bonito a existência de uma espécie de ambivalência na forma como se enfrenta
a venda ambulante, dando a ideia de que se combate, mas ao mesmo tempo que ela continua. A solução tem de ser irreversível para bem de todos. Antero de Andrade |Kinaxixi
O uso de estimulantes Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para falar sobre estimulantes sexuais, aparentemente uma conversa tabu, mas cuja demanda nas farmácias aumenta a cada dia que passa. E segundo um levantamento feito por um grupo de estudantes, numerosas farmácias de Luanda têm conhecido uma procura crescente de estimulantes sexuais e curiosamente desacompanhadas de receitas médicas. Como recomendam todos os especialistas, os estimulantes sexuais devem ser usados somente sob orientação ou prescrição médica, facto que muitos não fazem, acabando por exagerar na dose. E como se não bastasse a procura exagerada por estimulantes sexuais nas farmácias, segundo o referido estudo, publicado no início deste ano nas redes sociais, o mais preocupante é que a procura pelos estimulantes é dominada por jovens. Os jovens, na sua maioria entre os 25 e 45 anos, são os que mais procuram os estimulantes sexuais, grande parte deles sem necessidade dos mesmos. Fazem-no apenas por necessidade, de alegadamente, “aumentar a pressão", facto que muitas vezes acaba por ser fatal. Vale a pena ir ao médico para evitar situações adversas evitáveis. Jerónimo Matias|Dundo