Opinião

A crise económica mundial e a solidariedade entre Estado

Tem se dito que uma economia cresce se houver empresas a crescer. A falência de um elevado número de unidades produtivas causa a contracção da economia, com todas as consequências que todos nós conhecemos: desemprego com reflexos negativos nas famílias que ficam desprovidas de rendimentos.

Temos hoje assistido no mundo, com a crise económica causada pela Covid-19, a situações de famílias que são obrigadas a recorrer a apoios do Estado para poderem sobreviver, em virtude de milhares de empresas que deixaram de funcionar.
Há pessoas que, inclusive, pertenciam em muitos países à classe média que, por estarem desempregadas, não têm outra alternativa senão recorrer a cestas básicas para assegurar a sua alimentação e das suas famílias.
Não é pois por acaso que Estados estão empenhados em financiar empresas, nomeadamente as pequenas e médias, que são em grande número, para que a actividade económica possa na medida do possível assegurar empregos.
Os problemas económicos, em consequência da pandemia de Covid-19, estão instalados. Vários países já se aperceberam de que a crise económica mundial que hoje enfrentamos é grave e que têm de criar mecanismos multilaterais destinados a financiar a actividade produtiva, uma forma de evitar o agravamento de problemas como o desemprego. Porque, em virtude da crise, a recuperação das economias exige a mobilização de elevados recursos financeiros, faz sentido que países afectados pela pandemia e que internamente não podem, apenas com as suas instituições financeiras, resolver todas as situações, organizem formas de multilateralmente atacar problemas que afectam, por exemplo, Estados de uma mesma organização, como tem acontecido com a União Europeia, que procura vias de sair da crise, com soluções pouco dolorosas para todos os seus membros.
Os governos estão centrados na recuperação da actividade produtiva das empresas, um processo que pode levar algum tempo e que pode até não resolver todos os problemas a médio prazo. Mas há problemas que têm de ser resolvidos com urgência, para se evitar a instabilidade social.
Perante a crise económica mundial, provocada pela pandemia de Covid-19, têm os Estados de aprender uns com os outros, até porque é possível que as soluções adoptadas por uma região do Globo podem servir para outras. É tempo de solidariedade entre os Estados. Estamos todos no mesmo barco. A luta é comum. Nas actuais circunstâncias, os Estados devem congregar esforços para, unidos, construírem um mundo melhor.

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