Opinião

A democracia moçambicana

Toma posse hoje, na cidade de Maputo, capital de Moçambique, o Presidente Filipe Jacinto Nyusi, para o segundo mandato, em função dos resultados das eleições presidenciais realizadas a 15 de Outubro de 2019, ganhas com 73 por cento dos votos.

Angola, na pessoa do Presidente João Lourenço, vai estar representada para, entre outros aspectos importantes, enviar uma mensagem de encorajamento e de incentivo nos esforços para a contínua democratização de Moçambique e melhoria das condições de vida dos "irmãos do Índico".
As autoridades e o povo angolano congratulam-se com os passos que a democracia moçambicana dá, solidarizam-se com o Estado, com as autoridades e com povo moçambicanos pelos feitos alcançados e face aos desafios que enfrentam.
O cenário político actual, marcado também pela tomada de posse dos 250 deputados eleitos à Assembleia da República, parlamento de Moçambique, no dia 13 do corrente, deve encorajar todas as forças vivas da sociedade a encarar a luta política como "receita privilegiada" para resolver os problemas e diferendos.
É preciso que todos, em Moçambique, compreendam que apenas a via do diálogo, da concertação e da busca permanente dos consensos entre todas as sensibilidades políticas, religiosas e culturais do país, permitirá o país avançar.
Nesta altura, são completamente contraproducentes as ameaças da chamada autoproclamada "Junta Militar" (dissidência da Renamo) que, contra todas as expectativas, colocou em causa a tomada de posse dos deputados do referido partido. Embora tivesse posto em causa os resultados eleitorais que confirmaram a vitória do Presidente Filipe Nyusi, o líder da Renamo, Ossufo Momade e os seus partidários deverão ter sempre como destino e recurso, das eventuais reivindicações, as instituições moçambicanas.
Depois das calamidades naturais por que passou, dos efeitos que precisam de ser debelados, não podemos perder de vista que Moçambique carece de união das suas elites políticas atendendo aos sinais de instabilidade militar no norte do país. Como se sabe, o norte do país tem sido "sacudido", volta e meia, por ataques armados que provocam a perda de vidas humanas, a destruição de bens e a deslocação de centenas de famílias. Até hoje continuam por ser clara e exactamente identificados os grupos que protagonizam tais atrocidades que, para melhor serem enfrentados, precisam que os moçambicanos falem a uma só voz.
Acreditamos que, neste segundo mandato, o Executivo do Presidente Filipe Nyusi, vai continuar a promover o ambiente que norteou as negociações que levaram à assinatura do acordo de paz com a Renamo, abertura ao diálogo e empenho para desenvolver o bem-estar dos moçambicanos.
Fazemos votos de que as elites políticas moçambicanas sejam capazes de promover um quadro de diálogo e concertação que permita trazer ao convívio político todos quantos se sintam, eventualmente, marginalizados do actual processo de consolidação da democracia e do Estado de Direito.
Atendendo aos desafios já superados pelos nossos “irmãos do Índico”, acrditamos que vão, igualmnente, ser bem sucedidos a ultrapassar os problemas actuais. O mais importante tem sido a aprendizagem e ganhos que resultam das experiências dos anos de dificuldades por que têm passado o povo de Moçambique sob a direcção do partido FRELIMO.
Auguramos que as autoridades e o povo irmão de Moçambique sejam bem sucedidos nesta jornada em que todos os filhos da pátria de Mondlane e Machel são chamados a trabalhar para transformar o Estado numa democracia vibrante e numa sociedade desenvolvida.

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