Opinião

A economia do mar e a protecção dos recursos marinhos

Pouco se fala dos nossos recursos marinhos em termos de peso no Produto Interno Bruto. Mas a verdade é que o nosso mar é rico em recursos que podem contribuir imenso para o crescimento económico do país.


A actividade piscatória envolve milhares de pessoas e é fonte de rendimentos para muitas famílias angolanas. A economia do mar não deve ser subestimada, devendo-se considerar a possibilidade de alavancar a actividade dos trabalhadores do mar, que fornecem produtos à indústria transformadora e proporcionam alimentos a muitos angolanos.
Há milhares de angolanos que vivem exclusivamente da pesca e que em muitos casos pretenderão alargar os seus negócios, o que é compreensível, tendo em conta as potencialidades que existem no mar.
Devemos também ter empresários angolanos a investir no mar, para que possamos, por exemplo, aumentar a produção dos derivados do peixe. Não de-vemos pensar que o petróleo e os diamantes é que vão resolver todos os nossos problemas.
A experiência mostrou-nos que a volatilidade dos preços do petróleo pode afectar a nossa actividade económica, pelo que a diversificação da economia é na verdade o melhor caminho.
Mesmo que um dia o preço do petróleo venha a subir consideravelmente, não convém que estejamos dependentes de um produto, devendo-se apostar permanentemente no desenvolvimento de diferentes actividades produtivas.
Que aprendamos com os erros do passado e avancemos, sem hesitar, na implementação de medidas que nos levem a produzir em qualidade e quantidade no mar, na agricultura e na indústria transformadora.
O mar contém recursos valiosos, mas têm entretanto de ser protegidos, porque são cobiçados por gente que se dedica à pesca ilegal, privando-nos de parte da nossa riqueza marinha. Era bom que tivéssemos dados sobre a actividade de exploração ilegal do nosso mar para termos a ideia exacta dos prejuízos que ela causa ao nosso país.
A ministra das Pescas e do Mar, Maria Antonieta Baptista, reconheceu haver dificuldades para as autoridades assegurarem o controlo eficiente da actividade no mar, tendo afirmando que a fiscalização ainda não cumpre o seu verdadeiro papel.
"Os meios existentes são inapropriados e estão com sérios problemas de ordem técnica, para efectuar uma fiscalização rigorosa", disse a ministra das Pescas .
Conhecidas as dificuldades de fiscalização do mar, importa agora que se encontrem as melhores soluções para se superar esta situação. Temos de defender os bens de domínio público que se encontram no mar, nomeadamente os recursos biológicos e não biológicos.
Valerá sempre a pena que se façam investimentos públicos ao nível da fiscalização do nosso mar, para que o país possa contar com os imensos recursos marinhos nele existentes, a fim de que os angolanos possam tirar proveito deles.

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