Opinião

A intervenção nos municípios e a responsabilidade dos quadros

O Governo decidiu avançar brevemente para a concretização da desconcentração administrativa, que se vai traduzir no reforço de competências das administrações municipais, que receberão dos governos provinciais algumas responsabilidades, na perspectiva da execução de programas ao nível dos sectores da Educação, Saúde, Energia e das Águas.

A desconcentração administrativa vai ser efectivada no quadro de um plano de intervenção em todos os municípios do país, o que pode constituir um passo importante em direcção à melhoria das condições de vida das populações de todo o território nacional e à redução das assimetrias entre diferentes regiões do país.
Por se tratar de um plano a ser executado em municípios com diferentes realidades e graus de desenvolvimento, importa que se estabeleçam as devidas prioridades, no sentido, por exemplo, de haver uma maior atenção àquelas circunscrições onde há maiores carências de recursos humanos, técnicos e tecnológicos.
Temos um país extenso e todos os angolanos, de Cabinda ao Cunene , devem poder beneficiar das acções e programas que vão ao encontro da satisfação das suas necessidades. Há municípios do país em que falta quase tudo, sendo importante que aí se faça sentir a intervenção do Estado, que é uma pessoa de bem e que tem o dever de promover progresso para todos.
O facto de todos os municípios do país ( 164) estarem abrangidos pelo referido plano de intervenção diz bem da vontade do Executivo de se concentrar na resolução dos problemas dos cidadãos, vivam eles no campo ou nas zonas urbanas.
Geralmente, fazem-se em Angola bons planos, traçam-se metas, mas muitas vezes falha-se na execução das acções, não se assistindo resulta-dos, mesmo depois de se ter gasto muito dinheiro. Que se aprenda com os erros do passado, e se realizem as tarefas constantes do plano de intervenção com elevado sentido de responsabilidade, salvaguardando-se sempre o interesse público.
Que os servidores do Estado que estarão envolvidos na execução do plano de intervenção em todos os municípios estejam conscientes de que a sua missão vai exigir deles muito trabalho. Há complexos problemas por resolver no país, pelo que os quadros que hão-de trabalhar nos municípios devem estar inteiramente disponíveis para trabalharem em prol da promoção do bem comum e do reforço das instituições, que devem ser eficientes. Que todas as regiões do nosso país se constituam em bons lugares para se viver. A qualidade de vida deve chegar a todos os angolanos. Que os quadros, médios e superiores, estejam à altura da dimensão do trabalho que se pretende realizar em todos os municípios do país.

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