Opinião

A luta contra a corrupção é de todos os angolanos

O Presidente da República, João Lourenço, fez ontem uma abordagem clara sobre a luta que tem sido levada a cabo contra a corrupção no país.

Sabe-se que há muitas opiniões sobre a forma como devia ser gerida essa luta, em que, segundo o Chefe de Estado, em dois anos se fez "muito mais do que alguma vez se fez em 43 dos 45 anos da nossa Independência".
A abordagem sobre a corrupção feita pelo Presidente João Lourenço, nos termos em que a fez numa reunião do Bureau Político do seu partido, é num indicador de que o Chefe de Estado quis reiterar a sua posição em relação a um fenómeno que muito sofrimento causou aos angolanos.
João Lourenço deixou entender, no discurso que proferiu na reunião do Bureau Político do seu partido, que não vai recuar no combate à corrupção, que, em sua opinião, "não é só um problema do MPLA."
É entendimento do Presidente João Lourenço de que a luta contra a corrupção é também "um problema dos angolanos, da sociedade angolana no seu todo". João Lourenço quis passar a mensagem de que compreendeu o que os angolanos querem em relação à luta contra a corrupção e não pretende defraudá-los, alertando, olhando para dentro do partido que dirige, para o facto de que "depois de ganhos obtidos pelo país em termos de reputação, o MPLA está proibido de passar mensagens erradas e desencorajadoras à sociedade, aos tribunais, aos investidores e à comunidade internacional."
Uma conclusão importante que se pode retirar do discurso de ontem do Presidente João Lourenço na reunião do Bureau Político do MPLA é a de que o Chefe de Estado continuará a trabalhar para que o poder político não interfira na Justiça e não coloque em causa a independência dos tribunais.
Depois de ouvirmos o discurso do Presidente João Lourenço, ficámos todos a ter a certeza de uma coisa: a luta contra a corrupção em Angola é irreversível e quem se apropriou, por exemplo, ilegalmente de dinheiros públicos e os não devolveu ao Estado nos prazos legais irá inevitavelmente sentir a mão da Justiça.
A este respeito importa citar as palavras do Presidente João Lourenço: "Uma vez que o dinheiro criou em alguns a ilusão e a falsa sensação de impunidade, não fazendo voluntariamente a devolução dos activos que ao povo angolano pertencem, ao Estado e à Justiça angolana não resta outra escolha senão a de alcançar o mesmo objectivo pelos meios legais ao seu alcance, incluindo a cooperação judiciária internacional."

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia