Opinião

A produção nacional e a indústria transformadora

O sector empresarial privado está a dar passos seguros no sentido de tornar o país auto-suficiente em variados bens que podem ser produzidos em Angola, o que pode contribuir para que dentro de alguns anos sejam substancialmente reduzidas as importações de mercadorias, que têm absorvido muitos milhões de dólares.

Um bom exemplo de acção concreta em direcção ao aumento da produção interna é a actividade do Complexo Industrial Carrinho, em Benguela, com capacidade para produzir mensalmente cem mil toneladas de produtos da cesta básica.
O Presidente da República, João Lourenço, ao deslocar-se a Benguela para inaugurar o referido complexo terá querido encorajar os empresários privados ligados à industria transformadora a prosseguirem com os seus projectos destinados a não só aumentar a produção interna, mas também a criar empregos e a potenciar outros agentes económicos, como agricultores e fazendeiros, que poderão ter a oportunidade de escoarem os seus produtos para as unidades produtivas que os querem transformar.
Se a indústria transformadora adquirir matérias-primas produzidas internamente, diminuem-se custos e os bens produzidos por essa indústria poderão ficar baratos para o consumidor final. Não é demais repetir que Angola tem potencialidades agrícolas, recursos hídricos e empresários com larga experiência, o que pode fazer com que haja um desenvolvimento acelerado da indústria transformadora.
Angola já produziu no passado quantidades consideráveis de alimentos, ao ponto até de ter excedentes para exportar muitos bens. O Complexo Industrial Carrinho pode vir a incentivar outros empresários a enveredarem pela produção nacional em grande escala noutras partes do país.
Havendo infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias e melhoria do abastecimento de água e energia eléctrica, isso poderá atrair empresários privados que desejam aplicar capitais no agro-negócio. Que o Estado continue a fazer a sua parte, no sentido da edificação de uma base infra-estrutural capaz de assegurar uma actividade económica dinâmica .
Na perspectiva do desenvolvimento da indústria transformadora no país, os produtores angolanos de matérias - primas devem organizar-se para aumentarem, eles também, a sua produção, devendo ser ousados e criativos, de modo a que possam tirar proveito da procura dos seus produtos que poderá vir a ocorrer.
Que ninguém durma à sombra da bananeira. São tempos de muito trabalho, que pode gerar lucros para todos os que estiverem determinados a concretizar os seus projectos produtivos. Só com muito trabalho é que conseguimos atingir os nossos objectivos. Há agricultores e fazendeiros com muitos anos de trabalho nas terras férteis que Angola tem e eles hão-de compreender que vêm aí novos tempos. Que ninguém perca a oportunidade para fazer bons negócios com a emergência da indústria transformadora, que pode fazer com que a produção agrícola venha a conhecer novos rumos, com benefícios para os habitantes das zonas rurais e com a redução do êxodo de pessoas do campo para as zonas urbanas .

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