Opinião

A investigação científica e os quadros angolanos

Temos no país  mais de 20 instituições de  ensino superior  que, anualmente, formam centenas de quadros superiores. Um dos grandes problemas  do nosso ensino superior tem a ver com as dificuldades que há em se conseguir financiamento para a investigação científica nas nossas universidades e outras escolas  de  ensino superior

É necessário que se comece a prestar  atenção à investigação científica que permite que se aumente  a qualidade do ensino superior  e  que até o Governo possa ter acesso a conhecimentos  para   gizar  políticas  destinadas a melhorar a vida das populações.
Há felizmente algumas universidades angolanas que   têm   centros de investigação científica que já têm trabalhos produzidos por prestigiados académicos, a  que  os governantes não devem ficar indiferentes. É  preciso começar a valorizar o trabalho que se produz nas universidades, até porque em muitas instituições  do ensino superior temos  académicos  de elevada competência. Muitos dos nossos problemas podem ser resolvidos   se se prestar atenção às soluções  que são propostas por professores universitários angolanos que dedicam muitas horas à investigação científica.
Vivemos  momentos  difíceis  e vale a pena  que os governantes  recorram também  às instituições de ensino superior, neste complexo processo de criação de qualidade de vida  das  nossas  populações.
Alguns governantes já perceberam que os académicos formam um segmento a não subestimar, particularmente nesta altura em que temos de superar uma grave crise  económica e financeira. Há nas nossas universidades e escolas superiores angolanos patriotas de reconhecida competência que desejam contribuir para que o país progrida.  Que se acabe com a  prática   de exclusão de angolanos  competentes e  se valorize o mérito de quem sabe e pode resolver os nossos problemas.
 Devemos ser nós, os angolanos,  os primeiros a valorizar as capacidades dos nossos compatriotas que em vários sectores da vida nacional já deram provas de competência.  Muitas vezes  só nos apercebemos do valor profissional dos nossos compatriotas quando os estrangeiros nos dizem  que este ou aquele angolano  tem grande competência.  Devemos ir ao encontro  dos angolanos que, por via do seu conhecimento, adquirido em universidades ou escolas superiores angolanas ou estrangeiras,  estão  disponíveis para  encontrar soluções para os nossos problemas. Que não se excluam  os angolanos formados e vivem no estrangeiro, uma vez que muitos deles adquiriram competências  em diferentes  ramos do saber .

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