Opinião

A Independência e o desenvolvimento

A 11 de Novembro de 2017 o país vai comemorar o 42º aniversário da independência nacional. Trata-se de uma data de elevado significado para a vida de todos os angolanos, pois ela representa o fim de quinhentos anos de colonialismo.

 O 11 de Novembro foi o resultado de uma longa luta de resistência ao colonialismo português, durante a qual se destacaram angolanos de diferentes regiões de Angola. A luta contra o colonialismo foi dura, tendo conhecido um grande desenvolvimento depois da Segunda Guerra Mundial, altura em que muitos povos do chamado Terceiro Mundo reivindicavam a sua auto-determinação.
 Os anos sessenta do século XX foram marcados por grandes acções dos nacionalistas angolanos que, inseridos em movimentos de libertação, decidiram empreender uma luta mais organizada na clandestinidade e na guerrilha.
Um grande nacionalista angolano, Agostinho Neto, que viria a ser o primeiro Presidente de Angola, tinha afirmado então que o colonialismo não cairia sem luta, tendo, à frente do movimento de libertação que dirigia, o MPLA, dirigido a luta armada em várias regiões do território nacional e na clandestinidade.
Angolanos de todas as raças, de todas as regiões e de diferentes convicções políticas participaram na luta de libertação nacional, sendo justo que se recorde a 11 de Novembro todos os que deram a sua contribuição à luta pela independência de Angola.
Todos os angolanos devem prestar homenagem aos antigos combatentes, que deram todo o seu saber e toda a sua juventude para que Angola fosse um a país livre e soberano. Os antigos combatentes são merecedores do nosso respeito e tudo deve ser feito para que eles tenham uma vida digna.
 Por ocasião das comemorações do 11 de Novembro, importa que os jovens saibam dos feitos daqueles que um dia deixaram os seus lares para pegar em armas e combater o colonialismo, tendo muitos deles dado a sua vida pela a sua adesão à luta de libertação nacional.
 O 11 de Novembro marca o inicio de uma nova era para o povo angolano que pôde, desde essa data, decidir sobre o seu próprio destino. Depois do 11 de Novembro de 1975, os angolanos mostraram ao mundo que são capazes de traçar, eles próprios, os caminhos para o progresso social.
 Angola é hoje, passados 42 anos de independência, um país que caminha para transformações que possam resultar em bem-estar para todos os angolanos. É verdade que temos ainda problemas por resolver, muitos deles causados pelo longo conflito interno que assolou o nosso país.
 Estamos em paz e há disposição generalizada para construirmos um grande pais. Os angolanos sabem que têm tudo para fazer do seu país um gigante em termos económicos. Os que pegaram em armas ou estiveram na clandestinidade para derrotar o colonialismo fizeram a sua parte. Cabe-nos hoje lutar contra o subdesenvolvimento, a fim de que todos os angolanos possam desfrutar das imensas riquezas que a natureza generosamente nos deu.
É hora de se trabalhar em prol do nosso desenvolvimento, com vista a garantir melhor qualidade de vida, de progresso social das gerações presentes vindouras do nosso país.

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