Opinião

As nossas conquistas desportivas

A prática do desporto serve, desde a Antiguidade, como um importante factor de equilíbrio para a saúde física, de valorização dos aspectos culturais, de interacção com outros povos e de, modernamente, ferramenta diplomática. Hoje, os Estados valem-se de todos os instrumentos ao seu alcance para fazer avançar os seus interesses e com o desporto não sucede o contrário, se olharmos para os ganhos económicos que ele proporciona. Para isso, a visibilidade que advém da competitividade desportiva é importante e esta apenas se obtém com muito esforço, dedicação e outros factores que, se não determinam, pelo menos influenciam muito.

A conquista do primeiro título africano de hóquei em patins pela selecção sénior masculina no torneio que decorreu há semanas no pavilhão multiusos do Kilamba, em Luanda, e o apuramento de Angola ao mundial de basquetebol, demonstram, de alguma forma, o bom momento desportivo. Embora relativamente ao basquetebol não seja uma novidade, vale a pena enaltecer ambas as conquistas desportivas, salientando a importância de prestar atenção às modalidades que elevam o nome de Angola. Contrariamente à ideia, não de todo errada, de que a falta de dinheiro é que acaba por condicionar tudo e todos, há um elemento fundamental que influencia muito os resultados: a organização. Não se pode negar que em muitos aspectos a componente organizativa, além de ajudar a poupar elevadas somas, tende a evidenciar-se no percurso das equipas ganhadoras. Olhando para o nosso panorama desportivo, envolvendo modalidades federadas e não federadas, facilmente chegamos à conclusão de que com organização, entendida aqui como respeito pelos horários, cumprimento dos ciclos de treino, observância da carga adequada, disciplina táctica, apenas para mencionar estes factores, se pode ir longe. Na verdade, temos modalidades desportivas em que os investimentos não são avultados, mas a performance e os resultados orgulham os angolanos. O mais importante é que as conquistas sirvam para levar bem longe o nome do país e elevar a condição desportiva e cultural dos angolanos enquanto amantes da prática desportiva a todos os níveis.
Com as conquistas desportivas que Angola alcançou, o país avança também no que se pode denominar aqui de “diplomacia desportiva”, na medida em que a disputa de campeonatos continentais e mundiais acaba por contribuir para dar visibilidade ao país. Esperemos que a participação de Angola na 44.ª edição do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins de 2019, que vai decorrer em Barcelona, Espanha, em Julho deste ano, sirva não apenas para melhorar a classificação mas igualmente para “vender” a imagem de Angola. Acreditamos que o desempenho da nossa selecção e o ondular das bandeiras de Angola nas bancadas vão contribuir para os propósitos desportivos e também diplomáticos.
Auguramos os mesmos votos para a participação na 18.ª Copa do Mundo de Basquetebol FIBA 2019, que decorre na China em finais de Agosto.

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