Opinião

As obras do PIIM e os dinheiros públicos

O Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) pode, sem dúvida, pela quantidade de obras a executar em várias regiões do nosso país, vir a resolver substancialmente problemas diversos de muitos milhões de angolanos, a julgar pelas infra-estruturas que estão a ser edificadas em várias áreas, nomeadamente ao nível da Saúde e da Educação.

Do referido Plano, que é transversal a todo o país, esperam-se obras que venham realmente a aumentar quantitativa e qualitativamente os serviços públicos prestados às populações.
A decisão de se implementar o PIIM derivou certamente da constatação da existência de inúmeras carências no que respeita à satisfação de muitas necessidades básicas por parte dos cidadãos.
Justifica-se pois a intervenção do Estado em áreas em que os privados não estão vocacionados para resolver certo tipo de problemas, como as das infra-estruturas, que implicam custos na ordem de muitos milhões de kwanzas.
Passou-se um ano desde que o PIIM arrancou, estando a inaugurar-se as primeiras obras. O que muitos cidadãos angolanos pretendem saber é se as obras que estão a surgir, no quadro do PIIM, estão a ser executadas correctamente, até porque se estão a gastar avultadas somas em dinheiro. A pretensão dos cidadãos é legítima, porque afinal se trata de dinheiro público, e todos nós, os contribuintes, temos o direito de saber se o dinheiro do Estado está a ser bem gasto.
No passado fizeram-se obras gigantescas que resultaram em nada para a vida das populações. Ninguém mais quer que o dinheiro do Estado seja desperdiçado, até porque vivemos tempos de crise económica grave, que deve levar os decisores públicos a gastar bem o dinheiro do Estado.
Que haja informação do que está a ser feito no quadro do PIIM e do plano que há de se garantir a manutenção das obras que estão a ser executadas. Com a crise económica que nos atinge, os recursos de que o Estado dispõe são cada vez mais escassos, pelo que os gastos públicos, feitos com o pouco dinheiro que temos, devem resultar em efectivo benefício para as populações. Que não haja mais obras descartáveis e que haja permanente responsabilização de quem usar mal o dinheiro do Estado.
Há ainda infelizmente pessoas que não compreenderam que vivemos outros tempos e que podem estar tentadas a desviar fundos do Estado para proveito próprio. As instituições competentes do Estado devem estar atentas a situações que possam lesar o interesse público e devem intervir com celeridade nos casos em que os servidores públicos prejudicam dolosamente o Estado.

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