Opinião

As eleições no Congo Democrático

O mundo está a acompanhar o processo eleitoral na República Democrática do Congo (RDC), um país com cerca de 80 milhões de habitantes e com imensos recursos naturais, mas com uma população extremamente pobre.

O anúncio dos resultados provisórios das recentes eleições por parte da Comissão Nacional Eleitoral Independente e que dão vitória a Félix Tshisekedi , um político  de 55 anos de idade, tem suscitado muita controvérsia. A Igreja Católica congolesa, que goza de grande credibilidade no Congo Democrático e fora dele, não acredita nos resultados provisórios anunciados  pela Comissão Nacional Eleitoral Independente, havendo agora grande expectativa em relação ao que definitivamente vai decidir a instituição encarregada da organização e realização das eleições.
A comunidade internacional teme, com justificadas razões, uma onda de violência no Congo Democrático e espera que os actores políticos congoleses saibam respeitar as regras do jogo democrático.Uma onda de violência no Congo teria consequências desastrosas em muitos países de África, em participar em países vizinhos.
É importante que se respeite a vontade do povo da RDC expressa nas urnas já que os resultados das eleições exprimem verdadeiramente a escolha que o povo congolês fez nas eleições. Os congoleses querem viver em democracia, em paz e em estabilidade.
Ninguém quer que haja instabilidade no Congo Democrático, sendo normal que estadistas e políticos de diversos quadrantes de África e doutras partes do mundo estejam atentos ao que se está a passar na RDC, um país cujos recursos podem proporcionar melhor qualidade de vida aos seus habitantes.
Que os políticos congoleses não percam esta oportunidade para fazerem história, dando um bom exemplo de alternância do poder, sem derramamento de sangue, depois de mais de cinquenta anos de independência.
Os políticos africanos devem assumir, em regimes democráticos, posturas que vão ao encontro das reais aspirações  dos  povos do continente. É possível viver-se em democracia em África. Há bons exemplos de países africanos que realizam regularmente eleições e em que há uma boa coexistência entre os que estão no poder e os que estão na oposição.
Em democracia é preciso saber perder. Nem sempre se ganham eleições em regimes democráticos. Uns perdem e outros ganham. O que é essencial é que as regras democráticas sejam observadas por todos.
O Congo Democrático tem homens e mulheres de grande valia e podem fazer do seu país um lugar bom para se viver. Que o Congo Democrático não seja permanentemente visto como o país da desordem e da instabilidade política.

Tempo

você e o jornal de angola

PARTICIPE

Escreva ao Jornal de Angola.

enviar carta

Multimédia