Opinião

As preocupações da juventude

Várias associações juvenis reuniram-se com o governador provincial de Luanda, Higino Carneiro, para abordagem de vários assuntos que preocupam os jovens. É de realçar o facto de as autoridades provinciais de Luanda terem disponibilidade para auscultar os jovens, que ainda têm muitos problemas por resolver, particularmente o do desemprego e da falta de habitação.

Os jovens constituem a maioria da nossa população, pelo que faz sentido que as autoridades prestem atenção aos seus problemas. Fizeram bem as autoridades da província de Luanda em ouvir o que os jovens tinham a transmitir àqueles que têm funções governativas e que estão, por isso, em condições de resolver muitos dos seus problemas.
Há uma grande esperança da parte da juventude de que os seus problemas sejam tidos em conta por aqueles que têm o poder de decisão sobre vários assuntos que têm a ver com a vida das populações. Que as autoridades tomem sempre boa nota das preocupações dos cidadãos e ajam com celeridade no sentido de os problemas serem resolvidos.
 Os cidadãos esperam dos governantes acções concretas que vão no sentido da satisfação efectiva das suas necessidades. É entretanto preciso frisar que os recursos financeiros do Estado não são ilimitados. Eles são escassos, pelo que não podem atender todas as necessidades. Os problemas são muitos e o dinheiro, como disse Higino Carneiro na reunião com os jovens, é “insuficiente, devido à crise económica e financeira que afecta o país”.
Temos de viver dentro das nossas actuais possibilidades, estabelecendo prioridades, já que não é possível a resolução de todos os problemas de uma só vez. O exercício da governação deve implicar também a auscultação de organizações da sociedade civil que podem dar contribuições importantes ao processo de tomada de decisões, orientado para a resolução dos problemas das comunidades.
Angola tem hoje várias centenas de jovens quadros médios e superiores e acredita-se que estes técnicos tenham muito para transmitir em termos de ideias aos que exercem cargos governativos. Os jovens que se reuniram com o governador Higino Carneiro apresentaram-lhe questões diversas, o que mostra que a nossa juventude está interessada em que se resolvam problemas em vários domínios da nossa vida nacional, como o do ambiente, da formação profissional, da delinquência, do desporto e do turismo. É importante que haja interacção regular entre governantes e governados. Esta interacção pode ser benéfica, quer para os governantes, que terão um conhecimento profundo das necessidades dos cidadãos e assim tomarem decisões acertadas, quer para o governados, que podem ver resolvidos com maior celeridade os seus problemas.
É essencial que não se perca de vista que o mais importante é resolver os problemas das populações. Estamos em crise económica e financeira, mas esta deve poder constituir uma oportunidade para procedermos a mudanças ao nível da actividade governativa.
A função governativa deve estar permanentemente focada na promoção do bem-estar dos cidadãos. Os governantes devem constantemente estar atentos ao que se passa com as populações. A vida das populações deve estar sempre no centro das preocupações dos governantes. Nenhum servidor público se deve sentir satisfeito se não resolver os problemas dos cidadãos. Um governante deve prosseguir incessantemente o bem comum e tudo deve fazer para que sejam erradicados os males que afectam os cidadãos. Governar é trabalhar em prol da prosperidade da sociedade.
Um servidor do Estado não deve desistir, em quaisquer circunstâncias, de resolver os problemas do povo. O servidor público deve colocar a sua inteligência e as suas competências ao serviço dos governados que esperam dele comportamentos exemplares.
Os jovens querem ajudar as autoridades a resolver problemas, emitindo opiniões. É positivo que na sociedade se produzam ideias, que possam promover mudanças, com vista ao crescimento e desenvolvimento do nosso país. Que os diversos segmentos da sociedade estejam sempre activos e estejam com disponibilidade para transmitir aos poderes públicos os seus pareceres que podem eventualmente ser transformados em decisões, se assim as autoridades o entenderem.
A sociedade civil, por via de associações de diversa natureza, é um importante parceiro dos governantes na busca de soluções para muitos problemas das populações. Se houver uma regular interacção entre governantes e organizações da sociedade civil, as autoridades poderão gizar políticas públicas que vão realmente ao encontro das aspirações dos governados. Que a prática de auscultação de organizações da sociedade civil seja contínua, devendo-se ouvir por intermédio destas a voz de muitos milhares de cidadãos, no interesse de todos nós. As comunidades têm muito a dizer acerca das suas vidas, sendo acertado que os governantes vão ao seu encontro para saber das suas preocupações.

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