Opinião

Cooperativas para acção climática

A Assembleia-Geral das Nações Unidas proclamou o primeiro sábado de Julho de 1995 como o Dia Internacional das Cooperativas, através da resolução 47/90 de 16 de Dezembro de 1992, que visa, entre outros fins, levar a humanidade a ganhar consciência sobre o papel das cooperativas.

Sob o lema “Cooperativas para a Acção Climática”, neste ano de 2020, as atenções das Nações Unidas, das organizações regionais e dos Estados estão, seguramente, nos efeitos prejudiciais à paz e segurança internacionais que as alterações climáticas e a degradação dos recursos naturais estão a provocar. O impacto é inegavelmente monumental em todo o mundo, infelizmente com maior incidência ali onde os meios materiais, económicos e financeiros para mitigar os seus efeitos são exíguos. É verdade que cresce a mobilização para, cada vez mais, a união que se pretende de todos, em todo o mundo, para juntos enfrentar os males globais, independentemente da dimensão inicial local.
Embora a data tenha como principal foco o combate às alterações climáticas, na medida em que foi escolhida em função do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 13, sobre a Acção Climática, não há dúvidas de que a consciencialização sobre as cooperativas e os maiores problemas abordados pela ONU constituem temas que não devem ser ignorados hoje. O impacto das alterações climáticas sobretudo junto dos países que menos contribuem para as emissões dos gases com efeito de estufa, sobre os grupos mais desfavorecidos como as comunidades agrícolas, é uma realidade em todo o mundo.
A necessidade de se fortalecer e alargar as parcerias entre o movimento cooperativo internacional e a níveis regional e nacional ganham, igualmente, uma dimensão que deve servir como modelo para resolver problemas das comunidades.
A cooperativa traduz a velha ideia de que “a união faz a força”, muito comum em África e no mundo, razão pela qual vale a pena observar e celebrar essa importante efeméride. Na verdade, ainda sobre as razões propriamente ligadas à data, tal como instituída pela Assembleia-Geral da ONU, importa dizer que a degradação dos recursos naturais por acção directa e indirecta do homem transformaram-se hoje nos principais problemas e desafios da humanidade.
Em África, os meios de subsistência de centenas de comunidades agravaram-se consideravelmente por consequência das alterações climáticas que, como sabemos, afectam com maior incidência os grupos mais desfavorecidos, como pequenos agricultores, mulheres, jovens, etc.
Apenas ganhando consciência sobre a necessidade de união dos esforços e acções, eventualmente baseada em cooperativas, vai ser possível todos actuarem de forma unida. Num dia como hoje, é sempre recomendável a consciencialização de que os problemas ligados à degradação ambiental, a destruição dos ecossistemas vitais, entre outros, que resvalam para o aquecimento global, desafiam a todos e exigem, na maioria das vezes, respostas globais.
Precisamos de continuar a reflectir sobre a forma como se desperdiça a força que a união e actuação de cooperativa tem, a favor de medidas que nem sempre engajam maior parte da comunidade. É preciso que cresça a consciência sobre as questões ambientais, as queimadas, as caças furtivas, a gestão dos resíduos sólidos e das águas domésticas e outros “atropelos ao meio”, para bem das cooperativas para acção climática.

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