Opinião

Erradicar a pobreza

O Executivo tem como meta erradicar a pobreza extrema até 2030 e garantir o acesso a uma alimentação de qualidade. A estratégia está em consonância com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, que deve ser implementada por todos os países do mundo.

O relatório sobre os indicadores de linha de base elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apresentado na quinta-feira, em Luanda,  indica que 30 por cento das crianças menores de cinco anos estão com desnutrição crónica, enquanto que oito por cento da mesma faixa etária apresentam desnutrição grave e moderada. Inverter este quadro em doze anos não será fácil. Vai exigir de todos  um esforço redobrado, devido, sobretudo, aos problemas que afectam a economia angolana, quase exclusivamente dependente do petróleo.
Este desafio passa, necessariamente, pela aplicação racional dos recursos financeiros por parte dos governos provinciais, administrações municipais e comunais, aliado ao cumprimento integral das acções constantes nos projectos a favor da população vulnerável.
É preciso adoptar medidas destinadas a  diversos sectores, especialmente nas áreas do ensino básico, do atendimento primário da saúde, do atendimento às mães e do progresso da mulher. O acesso equitativo à educação e aos serviços de saúde de qualidade, a criação de emprego digno, a sustentabilidade energética e ambiental e o combate à desigualdade a todos os níveis, são desafios que devem mobilizar não só o Executivo, como todos os sectores da sociedade.
O combate à pobreza passa, também, por uma orientação e assistência técnica aos agricultores e oferta de inputs, sementes melhoradas e água, visando o aumento da produção.

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