Opinião

Estamos na Semana Santa

O mês de Abril, com a particularidade de ser o período de celebração da paz e reconciliação, representa para o mundo cristão um tempo em que se observa a mais emblemática festa em homenagem à ressurreição de Jesus Cristo.

Trata-se do ponto alto desta fase de festas, esperada com alguma solenidade pelos cristãos, que ocorre nas próximas horas destes dias que se seguem.
Encontramo-nos na Semana Santa, uma etapa em que os momentos de fé e de crença envolvendo os cristãos se associam aos apelos à tolerância, perdão, reconciliação e boas práticas, envolvendo todo o mundo. Estes atributos não dizem apenas respeito aos cristãos, na medida em que as boas práticas que se esperam de todos são relevantes e ficam bem a todos, nesta altura em que se multiplicam os desafios para a construção de um país bom para todos.
Sendo a grande maioria da população angolana cristã e sem prejuízo de outras confissões religiosas, não há dúvidas de que este período contribui para congregar populações inteiras de Cabinda ao Cunene. Inclusive, as instituições do Estado, independentemente da laicidade deste, não ficam indiferentes à significativa celebração que contribui para reforçar laços entre os seres humanos na terra e com o Todo Poderoso no Céu.
Os apelos à tolerância, reconciliação, perdão e aceitação das diferenças, promovendo o diálogo e a concertação como formas para alicerçar as relações pacíficas, são intemporais, além de completamente acessíveis. Enquanto factores que contribuem para a concórdia e o bem-estar em sociedade são, na verdade, recursos com custos bastante acessíveis. Esperamos que, nesta fase, em que se exercita a fé e a meditação, sirvam também para que as famílias se reencontrem e promovam actos de convivência saudável, pacífica e em respeito ao meio em que se encontram.
É bom que os momentos de exercício da fé, recolhimento e outras práticas que vão ao encontro das palavras constantes do Evangelho sejam também, ainda que em termos relativos, proporcionais ao comportamento em família, na comunidade e nas instituições.
Ser cristão implica também, não apenas nesta fase da Semana Santa, a observância de práticas que concorram para uma vida virada para a dedicação aos outros, às boas causas e fins que justificam e dignificam todos.
Esperamos que os seguidores de Jesus Cristo consigam transformar, também, a celebração pascalina numa fase para ensaiar novos comportamentos, abordagens e maneiras de ser e estar em sociedade.
Encontramo-nos na Semana Santa, que vai culminar com a Páscoa, período em que os cristãos reafirmam todos aqueles atributos que os tornam em pessoas dignas do sacrifício da ressurreição de Jesus Cristo.
Insistimos que esta Semana Santa seja, sobretudo, dedicada à renovação e a um novo começo.

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