Opinião

O continente africano e o cessar-fogo global

África continua a estar marcada por conflitos intra-estatais, o que preocupa a Organização das Nações Unidas, sobretudo agora que o continente está afectado pela pandemia de Covid-19.

António Guterres, secretário-geral da ONU, apercebeu-se de que o combate à pandemia de Covid-19 em África não podia ser eficiente se persistissem acções armadas nas zonas de conflito no continente, tendo apelado para um cessar-fogo global, para se conter a propagação da doença.
Os conflitos em África são um dos grandes males do continente, sendo uma das causas de inúmeros problemas económicos e sociais, pois a instabilidade derivada de conflitos armados não permitem que vários países africanos criem bem-estar para os respectivos povos.
O Secretário-Geral da ONU terá compreendido que uma propagação acelerada da Covid-19 podia agravar ainda mais as condições de pobreza em que vivem milhões de africanos nos seus próprios países.
O seu apelo para o cessar-fogo em zonas de conflito foi oportuno e , ao que parece, está a produzir alguns efeitos, a julgar pelas notícias que nos são dadas por António Guterres, um homem sempre preocupado com os problemas que podem pôr em perigo vidas humanas no continente berço da humanidade.
Disse o Secretário-Geral da ONU que "os grupos armados nos Camarões, Sudão e Sul do Sudão responderam ao apelo e declararam um cessar-fogo unilateral. Imploro a outros movimentos armados e governos em África que façam o mesmo." O que António Guterres pretende é que se abram as portas do diálogo , em zonas de conflito, para que um continente, como é o africano, com imensas potencialidades económicas, possa enveredar por um processo de desenvolvimento que leve os respectivos povos a viver com dignidade.
África tem recursos naturais imensos, que são cobiçados por países de outros continentes e que não têm servido o crescimento económico dos países africanos, que continuam a viver com poucos recursos financeiros para resolver múltiplos problemas, agravados em vários casos por recorrentes conflitos armados.
Que a trégua nos combates em zonas de conflitos em África, a que se referiu António Guterres, sirva para que movimentos armados e governos encontrem as melhores vias para chegarem a acordos que ponham fim à violência que tem causado muito sofrimento a muitos milhares de africanos. Que a trégua nos combates em conflitos em África, em tempo de pandemia de Covid-19, venha a ser aproveitada para que os movimentos armados e governos envolvidos em conflitos se aproximem e reflictam sobre o futuro dos seus países e priorizem a defesa dos interesses dos seus povos, que querem a paz e a segurança definitivas.

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