Opinião

O coronavírus, a cooperação com Cuba e os técnicos da Saúde angolanos

O coronavírus é sem dúvida o tema que os angolanos abordam diariamente, o que se compreende, tendo em conta a natureza da doença, que se pode propagar com muita rapidez, quando não são tomadas oportunamente as medidas preventivas.

Angola tem três casos positivos de coronavírus, o que deve levar todos os cidadãos a não subestimar a pandemia, devendo continuar a seguir rigorosamente as instruções que são dadas pelas autoridades sanitárias.
Se seguirmos todos as instruções das nossas autoridades sanitárias, estaremos a contribuir para que a pandemia não evolua no nosso país para situações gravíssimas, como as que estão a ocorrer noutras partes do mundo.Temos de aprender com os países que têm conseguido progressos na luta contra o coronavírus, aplicando no nosso país o que de melhor se está a fazer no exterior de Angola para se conter a disseminação da doença.
A notícia de que Angola tem a pretensão de chamar técnicos da Saúde de Cuba para nos ajudar a combater o coronavírus diz bem da intenção dos governantes de chamar pessoal médico de países que têm larga experiência na luta contra epidemias. Cuba, como se sabe, mandou há alguns anos médicos e enfermeiros para regiões de África afectadas pelo Ébola. Acredita-se que, com o conhecimento que têm sobre gestão de epidemias, os técnicos cubanos nos podem ajudar muito a fazer face à pandemia do coronavíris. Não foi por acaso que a Itália, que é hoje o epicentro da pandemia do coronavírus, tenha recebido mais de uma dezena de médicos cubanos, para ajudá-la a superar os graves problemas que enfrenta no combate à doença.
Não basta, entretanto, para o combate a esta doença, que haja bons médicos e enfermeiros. É importante que haja igualmente uma boa organização ao nível da logística, a fim desta apoiar todo o esforço que os técnicos da Saúde fazem no terreno.
Ainda bem, a crer nas palavras da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, que todos os problemas de ordem logística estão a ser superados, em particular no que diz respeito à acomodação dos que têm obrigatoriamente de estar em quarentena. Num processo desta natureza, em que está em causa a salvaguarda de vidas humanas, os erros podem ser irreparáveis.
A Nação tem acompanhado, com muita admiração e emoção, a entrega total dos nossos técnicos da Saúde no combate àquilo a que se tem chamado "inimigo invisível". Não é um combate fácil e, quem está na primeira linha desta luta, deve merecer todo o nosso respeito. Que se preste uma homenagem aos técnicos da Saúde angolanos que, não temendo os riscos decorrentes da natureza do combate ao coronavírus, trabalham arduamente para evitar que haja perdas de vidas humanas.

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