Opinião

O alicerce do nosso crescimento

O município do Cachiungo, na província do Huambo, transformou-se ontem na “capital agrícola” de Angola, com a abertura do ano da lavoura em todo o país, prestigiado pela presença do Presidente da República, João Lourenço. A presença do Chefe de Estado representa o firme compromisso do Executivo para com este estratégico sector do Estado angolano, que é a Agricultura com a qual se pretende apostar para a diversificação da economia.

Milhares de hectares foram devidamente preparados para o arranque do ano agrícola e, à medida que se efectiva a estratégia de fazer da Agricultura a base, não temos dúvidas de que assim vamos superar numerosos desafios.
 Precisamos de fazer da Agricultura o elo vital entre a indústria transformadora e a dos serviços para que o sector agrícola constitua efectivamente a mola impulsionadora do bem-estar das famílias e progresso do país. E o país possui condições que permitam a materialização deste desejo a começar pelas terras férteis, as águas e a capacidade significativa da absorção da mão de obra não especializada. Sabemos todos que entre os sectores que mais asseguram postos de trabalho em todo o país, a Agricultura continua na linha da frente, garantindo mais de 60 por cento dos empregos nas zonas rurais. 
Com disciplina, trabalho e orientação precisa para aumentar a produção, ao lado de condições como máquinas agrícolas, sementeiras e máquinas de colheitas, podemos ter um ano agrícola com muitos êxitos. Com o arranque do ano agrícola alimentam-se expectativas de milhares de famílias, dos empreendedores de grande, média e pequena dimensão virados para o campo. A esperança de emprego para mais milhares de jovens, bem como a erradicação da pobreza, da fome, entre outros indicadores sociais menos bons, podem ser positivamente superados com o trabalho agrícola.
Devemos fazer todas as apostas possíveis neste importante sector para que o processo de diversificação da economia se efective com garantia de aumento da produção, de segurança alimentar, entre outros factores.
E numa altura em que se está às portas do processo de preparação, discussão e aprovação do próximo Orçamento Geral do Estado, o principal instrumento da política económica do Executivo, não é exagerado esperar por maior fatia para a Agricultura. Tal como numerosas recomendações de instituições internacionais, continental e regional sugerem relativamente à atenção e envolvimento para com a Agricultura, enquanto sector estruturante para alavancar a economia, não podemos pensar diferente. Nunca é demais recordar que a SADC recomenda aos Estados membros a dedicação de pelo menos até dez por cento do seu orçamento anual à Agricultura. É com este sector, com o modelo de Agricultura familiar a jogar um papel relevante, e com todas as condições criadas, que podemos fazer de Angola um gigante em matéria de produção agrícola.
Embora o sector dos serviços cresça a passos consideráveis e o da indústria dá sinais de alguma consistência, na verdade, Angola continua como um país eminentemente agrícola. Faz todo o sentido que se façam as melhores apostas para que tenhamos auto-suficiência alimentar e assegurar a estabilidade em todas as famílias, sobretudo aquelas que têm a Agricultura como a principal actividade.
Como defendeu no Huambo um fazendeiro, numa clara alusão a uma aspiração de todos: “Queremos chegar a uma fase em que as nossas lojas e mesas estejam preenchidas de alimentos frescos acabados de sair dos nossos campos.”
 Transformemos essa expectativa numa realidade tangível e com impacto directo na vida das pessoas no campo e na cidade para o crescimento harmonioso do país, tendo a Agricultura como o alicerce do nosso crescimento.

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