Opinião

O MPLA e as mudanças

O Comité Central do MPLA esteve reunido segunda-feira em Luanda pela primeira vez, depois das eleições gerais de 23 de Agosto, ganhas pelo partido dos “camaradas” com maioria qualificada.

A reunião do Comité Central do Partido que governa o país ocorre num momento em que os cidadãos angolanos esperam do Executivo a realização de grandes mudanças em diferentes sectores da vida nacional.
O MPLA ganhou as eleições e vai governar o país até 2022. Até 2022, o MPLA terá de proceder a transformações profundas na sociedade, em que avultam problemas complexos e diversos que precisam de ser superados com urgência.
O partido no poder sabe que tem de mudar o que está mal no nosso país e que tem a grande responsabilidade de colocar o país na rota do desenvolvimento e do bem-estar dos cidadãos. O povo voltou a escolher o MPLA para governar, na esperança de que o partido dos “camaradas”, pela sua experiência e pela qualidade dos seus quadros, pode fazer com que a vida dos angolanos melhore.
O país tem um novo Presidente da República, directa e democraticamente eleito, e que fez promessas que quer cumprir durante o seu mandato. O Presidente da República, João Lourenço, já disse ao país o que pretende fazer durante a sua governação, havendo expectativa em relação ao que concretamente o Chefe de Estado vai realizar.
O novo Presidente da República tem certamente consciência de que o povo espera muito dele, em termos de uma gestão que priorize a realização do bem comum. O Presidente da República conhece bem os problemas do país e tem já as terapias adequadas para resolver muitos dos nossos problemas. É verdade que nem tudo vai ser fácil de fazer, mas já é animador o facto do Chefe de Estado estar realmente determinado a realizar mudanças.
O MPLA tem apenas cinco anos para mostrar que é capaz de ultrapassar muitos dos problemas que afectam a vida dos angolanos. Estes problemas estão identificados. Importa agora que se trabalhe arduamente para que o que se prometeu na campanha eleitoral seja cumprido. As comunidades estão à espera de acções concretas e de resultados.
O Governo está obrigado, em virtude da actual situação económica e social que vivemos, a realizar mudanças. É importante que os gestores públicos se apercebam que estamos a entrar num novo ciclo, que vai exigir deles muito trabalho.
Não passou despercebido o facto do Comité Central do MPLA ter encorajado o Executivo a trabalhar de forma afincada para impulsionar as mudanças necessárias e indispensáveis nos diversos sectores da vida nacional. É positivo o facto de o Comité Central do MPLA estar alinhado com as acções do Executivo focadas no combate a muitos males de que enferma a nossa sociedade. Sendo complexa a tarefa do Executivo, na actual conjuntura económica, financeira e social, faz sentido que um importante órgão do partido no poder, o seu Comité Central, tome posição sobre os novos tempos ao nível da governação do país. É o MPLA que tem a ganhar se cumprir com as suas promessas eleitorais. Os militantes do MPLA terão percebido que até às próximas eleições gerais não há muito tempo, e que se deve prestar todo o apoio ao actual Executivo, para que concretize o seu programa de governo.
Sabe-se que nem todos os militantes do partido dos “camaradas” vão gostar das mudanças que o Executivo quer empreender. Haverá inevitavelmente resistência às mudanças que o novo Presidente da República quer levar a cabo.
O que mais satisfaz os cidadãos é saber que o Presidente João Lourenço está a trabalhar em prol do bem-estar de todos os angolanos e que quer acabar com a injustiça social. Temos um Presidente que pretende governar em prol da prosperidade do país, para que todas as famílias possam viver com dignidade.

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