O país e as empresas


17 de Fevereiro, 2017

As empresas são agentes económicos de grande importância para a economia. As empresas são unidades incontornáveis , no quadro do crescimento económico.

Hoje fala-se muito de diversificação da economia , processo que demora tempo, e que só se vai concretizar se tivermos muitas empresas a funcionar.
É necessário que haja no país empresários dispostos a fazer negócios de diversas dimensões , para que haja produção diversificada e em grande quantidade , para atender à procura de bens e serviços. Uma economia tem de ter uma diversidade de empresas que produzam bens e serviços em grande quantidade e com elevada qualidade.
As empresas são um motor das economias e faz sentido que se criem no país condições para que os nossos empresários ou potenciais empresários possam fazer bons negócios. Angola, sendo um país de oportunidades, deve ter empresários nacionais que possam usar todo o seu saber para desenvolver uma série de sectores produtivos num ambiente de negócios que gere prosperidade no país.
É preciso que tenhamos consciência de que há já um número elevado de angolanos empreendedores que estão em muitas áreas de negócios. Deve-se acabar com o mau hábito de se subestimar a capacidade de muitos angolanos que querem levar a cabo actividades produtivas. Deve-se acabar com a desconfiança em relação a angolanos , potenciais empresários, que desejam ajudar o país a crescer.
Temos já na nossa sociedade cidadãos com negócios de vária natureza , no mercado formal e informal. Isso é prova de que muitos angolanos estão dispostos a abraçar a actividade produtiva de forma permanente, o que contribui para a criação de empregos, num cenário em que desemprego é ainda um dos nossos grandes problemas.
Temos de ter muitas empresas no nosso país para combater o desemprego. O combate ao desemprego ajuda a acabar com outros males na sociedade. Os jovens devem ter a oportunidade de conseguir emprego. E os empregos são garantidos pelas empresas. Se tivermos empresas em grande quantidade, teremos também muitos jovens que acabam os cursos médio e superior a conseguirem emprego.
A juventude fica a ganhar com a existência de um sector empresarial que seja sólido. A solidez do sector empresarial , público e privado, é garantia de crescimento económico e de redução do desemprego.
O Estado tem implementado políticas públicas para o combate ao desemprego por via da formação, em particular da formação profissional, para que os jovens possam ser absorvidos pelas empresas. Hoje as empresas são , não é demais dizê-lo, cada vez mais exigentes, pelo que faz sentido que se preste uma particular atenção à qualidade do ensino.
 Há uma relação entre o mercado de emprego e a qualidade de ensino. O sector do Ensino deve preocupar-se com as exigências do mercado do emprego , para saber que conteúdos curriculares devem ser tidos em conta para atender às exigências de empresas e de outras instituições que oferecem postos de trabalho.
Havendo muitos postos de trabalho, haverá muitas famílias com rendimentos para resolver os seus problemas. É por isso imprescindível que não se perca de vista que a criação de empresas é um assunto central na nossa vida nacional.
Temos de nos habituar a ver as empresas como uma das vias para muitos dos nossos problemas. E não devemos nos preocupar apenas com a criação de grandes empresas. Temos também de prestar atenção às micro, pequenas e médias empresas. Não são só as grandes empresas que ajudam a resolver os problemas do nosso país.
Estamos num processo de diversificação da economia que pode durar muito tempo. Não é tarefa fácil diversificar a economia. Os especialistas têm alertado para o facto de a diversificação da produção requerer no nosso país muito trabalho e mudança de muitos hábitos. Trata-se de mais um desafio. Os angolanos estão habituados a enfrentar desafios e vão uma vez mais batalhar para levar o nosso país à prosperidade. A prosperidade não acontece de um dia para outro. Exige trabalho persistente de todos nós e boas políticas públicas. Se todos estivermos empenhados no trabalho e se formos cada vez mais disciplinados e organizados, havemos de ter um país bom para se viver. Tudo depende de nós.
Um país constrói-se com esforço conjugado de vários segmentos da sociedade. As empresas são um segmento decisivo para o desenvolvimento do nosso país. Sem empresas a funcionar em pleno, não teremos crescimento económico. E sem crescimento económico não há desenvolvimento. Os organismos públicos encarregados de promover o desenvolvimento das empresas devem focar as suas atenções na procura de soluções sólidas para que os empresários angolanos tenham, permanentemente, um bom ambiente de negócios.

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