Opinião

Os bancos comerciais angolanos e o financiamento das empresas

Tivemos tempos de crise económica grave, estando o Estado com enormes dificuldades para atender à satisfação de múltiplas necessidades. É verdade que, em períodos de crise, os Estados devem intervir na economia para aquecê-la, na perspectiva de se evitarem elevadas taxas de desemprego.

Mas os Estados não podem fazer tudo, até porque têm recursos financeiros limitados, devendo outros agentes económicos intervir no processo de retoma da economia, em fases de recessão, como a que está a ocorrer no Globo. Os especialistas em Economia têm dito que a actual crise económica que afecta todo o mundo é a pior desde a II Guerra Mundial.
Os bancos comerciais podem desempenhar um papel importante em períodos de crise económica, tendo em conta a sua vocação para serem credores de potenciais investidores que queiram relançar a actividade produtiva.
Os bancos existem também para contribuir para o crescimento económico, do qual podem também tirar partido, por via de poupanças que os aforradores nele depositam. As instituições financeiras bancárias podem, por sua vez, utilizar essas poupanças para as emprestar a investidores, que, tendo actividade produtiva, criam empregos e produzem muitos e diversos bens e serviços.
Vera Daves, ministra das Finanças, tem noção da importância dos bancos comerciais angolanos na economia e não foi por acaso que aquela governante apelou àquelas instituições financeiras para emprestarem dinheiro aos empresários.
O dinheiro dos bancos comerciais angolanos é também necessário para financiar a economia, sobretudo agora que no país há um número elevado de empresas com grandes dificuldades para continuarem a fazer os seus negócios.
Os empresários são um segmento importante para relançar a nossa economia, e os bancos não devem estar à margem de um processo que pode ajudar o país a crescer economicamente e, consequentemente, proporcionar-lhes lucros. Compreende-se que haja hesitações por parte da banca comercial na concessão de crédito, por falta de garantias dos potenciais devedores. Os bancos, afinal, vivem de dinheiro. Os bancos não são casas de misericórdia. Os bancos são também empresas que prosseguem permanentemente a maximização dos lucros. Que estes lucros sirvam, entretanto, por via da concessão de crédito, para alavancar a economia angolana, a fim de reduzirmos, por exemplo, a taxa elevada de desemprego que temos no país.

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