Opinião

Os governantes, os governados e o exercício do poder

Ninguém tem dúvidas de que se abriu, no nosso país, um novo ciclo político, com a chegada ao poder de João Lourenço, que pretende generalizar uma nova forma de estar no exercício de cargos públicos. Temos assistido a actos que dão sinais de que o Presidente da República quer conduzir um processo que leve os servidores públicos a trabalharem efectivamente para a satisfação das necessidades dos cidadãos em vários domínios. Há muitos problemas, por resolver, no nosso país e convém que os governantes tenham deles conhecimento profundo.Os que governam devem estudar profundamente os problemas para que possam encontrar as melhores soluções.

Ninguém tem dúvidas de que se abriu, no nosso país, um novo ciclo político, com a chegada ao poder de João Lourenço, que pretende generalizar uma nova forma de estar no exercício de cargos públicos. Temos assistido a actos que dão sinais de que o Presidente da República quer conduzir um processo que leve os servidores públicos a trabalharem efectivamente para a satisfação das necessidades dos cidadãos em vários domínios.
Há muitos problemas, por resolver, no nosso país e convém que os governantes tenham deles conhecimento profundo.Os que governam devem estudar profundamente os problemas para que possam encontrar as melhores soluções.
O estudo dos problemas por parte dos governantes passa pela auscultação do governados, que são afectados por uma série de situações negativas e que, por isso, estão em condições de darem informações sobre o que realmente se passa na sua vida.
Há um provérbio dinamarquês que diz que"quem não tem orelhas para ouvir, não tem cabeça para governar". Vale a pena reflectir sobre este provérbio, numa altura em que é necessário que os governantes passem mais tempo a ouvir os cidadãos, para que conheçam bem a Angola que temos. Angola é um país vasto e complexo e importa que os governantes tenham sempre disponibilidade para percorrê-la, a fim de poderem ter informações sobre o que realmente se passa em todo o território nacional.
O poder autárquico pode vir a resolver muitos dos problemas que as populações enfrentam, se tivermos em conta que os autarcas terão em princípio um contacto permanente com os cidadãos e, por via disso, um conhecimento profundo dos seus problemas. Salvo raras excepções, há servidores públicos que ainda têm dificuldade em deixar os seus gabinetes climatizados para irem ao encontro dos problemas das pessoas.
Os servidores públicos devem tomar consciência de que devem trabalhar para o bem-estar dos cidadãos, pois, estes, vão periodicamente às urnas para elegerem os governantes na perspectiva destes virem a resolver os seus problemas. Quem está no poder deve saber que deve exercê-lo, não para beneficio próprio, mas para assegurar uma vida digna a todos os cidadãos. Os governantes devem encarar o exercício do poder como uma missão destinada à construção de uma sociedade que salvaguade a justiça social.
Angola tem tudo para dar uma vida melhor aos seus filhos. Um governante só se deve sentir realizado quando resolver os problemas das pessoas, que devem estar sempre no centro das suas preocupações.

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