Opinião

Os novos hábitos e o interesse público

A vida dos angolanos tem sido condicionada pelas medidas preventivas que vão sendo tomadas pelas autoridades sanitárias para conter a propagação do Coronavírus .

O que as nossas autoridades têm feito, no quadro do combate à propagação do Coronavírus no nosso país, vai no sentido de proteger a vida de todos os angolanos e de todos os que, sendo estrangeiros, vivem no nosso território.  Que as pessoas não encarem essas medidas como um transtorno às suas actividades. Pelo contrário, elas devem ser vistas como necessárias para salvaguardar as suas próprias vidas.
É verdade que não estávamos habituados a certas práticas diárias, como lavar as mãos muitas vezes por dia. Os novos hábitos podem não agradar às pessoas, mas é preciso compreender que vivemos um momento excepcional, em que o que está em causa é a saúde de milhões de pessoas.
Temos acompanhado os problemas causados pelo Coronavírus noutros países, em particular da Europa, onde têm morrido diariamente, como é o caso da Itália e de Espanha, muitas pessoas .
O número de mortes na Europa, em consequência do Coronvírus, deve levar-nos a tomar consciência de que esta doença deve ser combatida com medidas preventivas, que são para cumprir rigorosamente.Tratando-se de um problema que pode afectar a saúde de milhões de cidadãos, o interesse público tem de estar acima de interesses individuais. O importante é que todos os cidadãos, de Cabinda ao Cunene, obedeçam às instruções que são emitidas pelas autoridades sanitárias, para que não tornemos mais difícil o trabalho dos técnicos da Saúde .
Os cidadãos angolanos devem, no seu próprio interesse, colaborar com as autoridades sanitárias, que têm conhecimentos necessários sobre procedimentos a seguir nesta árdua luta contra o Coronavírus.
Os Estados, ao tomarem medidas preventivas, por causa do Coronavírus, fazem-no no interesse de todas as comunidades que deles fazem parte, não hesitando mesmo, nalguns casos, em privar da liberdade quem não cumpre as instruções das autoridades sanitárias. Estas agem deste modo em nome de um interesse maior: a defesa da vida humana.  Que os angolanos percebam que podemos vir a passar por momentos difíceis, em virtude da pandemia do Coronavírus. Por isso, temos todos de ser disciplinados neste combate, que exige a observância de práticas que nos vão levar, tarde ou cedo, à normalidade.

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