Opinião

Os conflitos em África

Nos tempos difíceis que atravessamos, têm sido muitos os pronunciamentos de políticos e religiosos  sobre  a situação de milhões de seres humanos que sofrem no mundo, marcado por conflitos armados, pelo terrorismo e pela fuga em massa de pessoas que deixam os seus países de origem para encontrarem segurança noutras regiões, causando  crises humanitárias  que  a comunidade  internacional não está capaz de resolver com celeridade, dada a escassez  de recursos.

É neste momento  difícil por que passam  milhões de  pessoas que a solidariedade  se devia fazer sentir com maior intensidade, a fim de se evitarem mortes e se dar algum conforto a  vítimas de violência em várias parte do mundo , em particular em África.
A recente visita do secretário-geral da ONU, António Guterres , à República Centro-Africana, onde há um conflito  armado que tem ceifado muitas vidas humanas,  constituiu   um gesto  que  pode  chamar a atenção da comunidade internacional para a  situação naquele país africano.
António Guterres terá querido , com a sua visita à República Centro-Africana, fazer com que o mundo não se esqueça do que está  a acontecer neste  país de África, para se evitarem situações piores. A amarga experiência do Ruanda ainda está viva na memória dos que, no quadro da ONU,  estão  obrigados  a velar pela segurança e paz internacionais.
A ONU e as organizações regionais  africanas  têm de estar permanentemente atentas   a situações que podem resultar em genocídios, devendo agir com rapidez e eficiência para   impedir que pessoas inocentes morram em consequência de actos violentos de grupos  que querem  fazer, por exemplo,  limpezas étnicas .
As organizações regionais do continente africano têm a responsabilidade de lutar  incansavelmente para que a África seja um espaço de paz e  segurança. Nós, africanos, não devemos  desistir perante as dificuldades com que nos deparamos. São muitos os problemas que  há  em África e  as organizações do continente devem continuar a envidar esforços para a  pacificação de África,  a erradicação da pobreza e das doenças.
Nós africanos, precisamos de um continente  com paz para  arrancarmos com o processo de desenvolvimento de África.   Os conflitos podem ter um fim se continuar a haver esforços a vários níveis no sentido de se encontrarem soluções  que sejam duradouras para os problemas.  É verdade que  há  problemas complexos em África para resolver. Mas também  é verdade que há no nosso continente  políticos e estadistas com experiência e sabedoria para  ajudarem  a resolver muitos desses problemas.
É hora dos nossos sábios colocarem as suas inteligências ao serviço de um continente que continua marcado por muito sofrimento.  Os políticos e estadistas africanos devem sentir-se  na obrigação de fazer alguma  coisa  para  se acabarem com os conflitos intra-estatais  que estão a destruir países africanos, com todas as consequências negativas para as suas populações, que não podem levar uma vida normal.
É hora de todos   os africanos  unirem as suas forças  por uma  causa comum . A África é de todos nós  e  temos  de enfrentar e  solucionar os nossos problemas. Não temos  outra saída. Os problemas são nossos e devemos ser nós a resolvê-los em primeira linha.  Se lutarmos  unidos havemos de superá-los. 
O continente africano tem imensas riquezas naturais, mas  grande parte destes recursos não estão  a  servir as populações africanas. Há ainda  muita pobreza  e  sofrimento no continente africano. Acabemos com os conflitos, para partirmos para a construção do progresso dos povos de África.

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