Opinião

Os cristãos e os conflitos

As famílias cristãs  angolanas estão reunidas  hoje  para celebrar a data do nascimento  de Jesus Cristo, cujos feitos marcaram a vida de milhões de pessoas ao longo de muitas gerações, que  o adoram  e seguem os seus ensinamentos .


A  Igreja Católica  é uma instituição que tem muitos anos  em Angola, havendo milhões  de angolanos cristãos, por  todo o território nacional, e que comungam sob diversas  formas, com os ideais da paz,  justiça e o bem estar  comum.    
O dia  25  de Dezembro  constitui para as famílias  cristãs  angolanas  um dia festivo, em que  se entregam também à meditação sobre  o destino dos homens  num mundo em que avultam  conflitos armados,  a fome ,  a miséria,  as desigualdades sociais e a intolerância.
 Os angolanos são maioritariamente católicos  e espera-se deles  a  assunção de valores que  contribuam  para que haja um mundo melhor. Os angolanos vivem numa região assolada por conflitos, casos do Congo Democrático e da República Centro-Africana, e querem dar a sua contribuição  para que a paz reine definitivamente  em África.
Há países africanos que estão independentes há cerca de sessenta  anos  e  ainda enfrentam  problemas de ordem política  e institucional, não conseguindo a estabilidade, que lhes permitiria  enveredar exclusivamente  pelo desenvolvimento.
Um dos países  que  na África ao Sul do Sahara é marcado, de forma recorrente, por conflitos armados  é o Congo Democrático, que até tem uma população maioritariamente cristã.  Sabe-se que a Igreja Católica tem desempenhado na República do Congo Democrático um papel relevante para levar os políticos, no poder e  na oposição, a  acordos  que possam viabilizar a normalidade constitucional.
A Igreja Católica é uma instituição de grande prestígio no mundo , não só pelo número de fiéis que tem, mas também pelo trabalho que faz para a resolução  de conflitos  e para  a defesa  de  milhões  de seres humanos  ameaçados pela violência, pela opressão e pela intolerância. O Papa  Francisco tem dado indicações claras de que estará sempre do lado dos  que sofrem  e não perde uma oportunidade  para tomar posição em relação à  defesa daqueles que precisam de ajuda.
Quem é cristão deve seguir os  exemplos de entrega à protecção dos mais carenciados  e dos que são  permanentemente ameaçados por indivíduos que não querem a paz e a concórdia  no mundo e que só pretendem  provocar o caos e o terror, porque só sabem viver na instabilidade.
Que os  políticos africanos  não  deixem que os seus países  se tornem em teatro de guerras permanentes,  que são geradoras  de   miséria  e muito sofrimento.  É tempo de os africanos    concentrarem  esforços na  procura da paz. Os conflitos armados  só destroem .  É tempo de construirmos sociedades  prósperas.  
O 25 de Dezembro deve levar todos os cristãos a dar provas de amor ao próximo. Que os cristãos angolanos estejam permanentemente dispostos a fazer o bem e a combater os males que possam  pôr em causa a dignidade da pessoa humana.
 Que nunca nos esqueçamos  que Angola é , nos ternos da Constituição, uma República “baseada na dignidade da pessoa  humana  e na vontade  do povo angolano, que tem  como objectivo fundamental  a construção de uma sociedade livre, justa, democrática, solidária, de paz , igualdade e progresso social”.
Os cristãos angolanos  têm  hoje, 25 de Dezembro, mais  uma oportunidade para meditar sobre  a vida  nacional, mas  também sobre  a situação de outros povos que ainda não vivem em paz, devido a guerras.  Os angolanos  são um povo solidário e estarão sempre alinhados  com  as acções que visam tornar o planeta mais seguro. 
Sendo a Igreja Católica universal,  faz sentido que  os cristãos angolanos se juntem às vozes que defendem a paz  e  a justiça.  Se os cristãos estiverem unidos na defesa destes valores , muita coisa pode melhorar no mundo. Não devemos ficar indiferentes à injustiça   e  aos abusos  contra  pessoas que  não podem  proteger-se  da violência, muitas vezes praticadas   por indivíduos  integrados em instituições do Estado.

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