Opinião

Os governantes e novos comportamentos

Aproximamo-nos do final de mais um ano e geralmente nesta altura fazem-se balanços sobre o que fez  e o que não se fez.

Os balanços, quando são realistas, têm a vantagem de permitir que nos apercebamos dos erros cometidos para eliminarmos os problemas.
O país entrou num novo ciclo com a eleição de um novo Presidente da República  em Agosto deste ano ,  acontecimento que  tem gerado mudanças  na vida política,   económica e social , as quais têm merecido a atenção dos angolanos e da comunidade internacional.
A eleição de João Lourenço para Presidente da República criou sem dúvida um novo ambiente no país , marcado pela perspectiva de  uma maior abertura ao nível da economia e por  debates à volta de  vários problemas que afectam o nosso país.
Temos de ser claros: o país, três meses depois da entrada em funções do novo Presidente da República , já não é o mesmo. É verdade que não se assistem ainda a grandes reformas, mas há sinais evidentes de que há esperança, na sequência das medidas tomadas pelo actual Presidente da República, de que  muita coisa há-de mudar nos próximos tempos na nossa sociedade.
Os cidadãos têm se apercebido de que  há uma grande preocupação por parte do   Executivo de resolver os problemas dos mais carenciados, o que  criou  expectativas enormes  quanto à possibilidade de muitos problemas serem resolvidos  em vários domínios da vida nacional. 
 O Presidente da República, João Lourenço, disse ontem na mensagem à Nação  por ocasião  do Ano Novo  que "a resposta que temos recebido e sentido da parte do povo, quer directamente, quer através dos mais variados meios informativos, parece demonstrar que a grande expectativa criada à volta deste Executivo continua a alimentar a esperança há muito esperada do surgimento de uma verdadeira renovação de mentalidades e de comportamentos no seio da nossa sociedade."
O Chefe de Estado fez , na mensagem, um balanço de três meses da  sua  governação e pôde constatar que os cidadãos estão sedentos de mudanças, pelo que ele está disposto  a   trilhar caminhos que conduzam os angolanos ao seu bem-estar. João Lourenço alertou para o facto destas mudanças terem de implicar novos comportamentos e mentalidades.
"Precisamos de dar passos decisivos para moralizar a nossa sociedade com o nosso exemplo, valorizando os bons comportamentos, atitudes e práticas, combatendo aqueles actos que em desafio e violação das leis existentes, tantos males causam à nossa comunidade e ao bem comum.", afirmou o Presidente João Lourenço.
 O Presidente da República quis deixar claro que os bons exemplos devem partir de cima , quer dizer, que os  servidores públicos devem assumir comportamentos que levem os cidadãos a acreditar que de facto o país caminha  no sentido de  se acabar com os males  que existem na nossa sociedade. Governar é trabalhar para o bem de todos os governados. Os governantes têm de estar na linha da frente do combate as situações que geram injustiças e desigualdades sociais.
Afirmou, a propósito, o  Presidente da República que "não podemos esperar que haja mudanças se continuarmos a trilhar os mesmos caminhos e não formos nós os primeiros a mudar o nosso comportamento e as nossas próprias vidas."
O Presidente da República sabe  que os cidadãos estão atentos ao desempenho dos governantes e que esperam destes acções concretas  para a resolução dos seus problemas. João Lourenço gosta de actuar com rapidez, porque entende que há  problemas que podem ser superados a curto e médio prazo.
 Vamos entrar dentro de poucos dias em 2018. Os angolanos estão com os olhos postos  num Executivo que tem a espinhosa missão de  fazer transformações necessárias para  que todos os angolanos, sem distinção, tenham uma vida digna.

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