Opinião

Os interesses de Angola acima de tudo

O tema de relevância nacional e internacional continua a ser as eleições gerais, marcadas para o dia 23 de Agosto, facto que marca a vida do país a todos os níveis, com reflexos na região no resto do nosso continente. Afinal, se formos bem-sucedidos ao realizar as eleições, como definitivamente estamos todos engajados e seguros do seu êxito, não há dúvidas de que os ganhos se evidenciam interna e externamente.

Mas, obviamente, que é internamente onde as nossas atenções se redobram para que, independentemente dos incidentes de percurso que não incidam no pleito e nos resultados, tenhamos um processo exemplar. Para isto, todas as nossas exortações incidem sobre os actores políticos, encarnados quer pelos partidos e coligação de partidos políticos, quer pelos militantes, simpatizantes e amigos. É preciso que todos continuem a acatar o que as leis, valores e tradições da nossa terra impõem e recomendam para que as eleições gerais sejam um sucesso. Até ao momento e a quatro dias das eleições, podemos fazer um balanço positivo da campanha eleitoral na medida em que os actores políticos têm sabido, dentro das suas capacidades e limitações, dar a conhecer os seus programas de governação.
O eleitorado sabe exactamente o que está em causa com a realização das próximas eleições. Ganhou maturidade com os três sucessivos pleitos eleitorais e demonstra propensão para o voto consciente, entre outros aspectos relevantes. Esta é uma de entre as várias razões pelas quais os fazedores de política devem continuar a virar as suas baterias para todos os segmentos do eleitorado, de Cabinda ao Cunene, para bem do nosso processo eleitoral.
Nunca vai ser demais persistir na necessidade de os actores políticos observarem regras e procedimentos na condução das suas campanhas. Embora tenha havido algum exagero, quer no conteúdo, quer na forma das mensagens e propagandas, os partidos e a coligação de partidos políticos, bem como os seus militantes e simpatizantes não se podem eximir das suas responsabilidades. As mensagens e propaganda  precisam de respeitar e obedecer a um conjunto de normas, numa altura em que, atendendo o auge da campanha, urge controlar os ânimos e manter a serenidade.
Em toda e qualquer disputa, antes e depois das eleições, como já sucedeu em várias circunstâncias, os actores políticos não se podem esquecer das instituições do Estado, como algumas vezes ocorre. O recurso às ruas, às redes sociais e a todas as ferramentas com o propósito de substituir as instituições do Estado, constitui um mau precedente para as democracias, e não deve  ser opção para os actores políticos. O impacto fora de Angola, causado pelas próximas eleições, não deixa de ser manifesto na medida em que as atenções da região Austral, do continente e de todo o mundo estarão em Angola. Acreditamos todos que, contrariamente a outras realidades africanas em que a fase anterior e a posterior às eleições deslizam para conflitos, vamos, mais uma vez, ser exemplares.
A experiência que trazemos de trás com a realização de eleições, mesmo em  circunstâncias mais difíceis, duas vezes num clima de paz e estabilidade, proporcionam confiança e certeza de que vamos ser bem-sucedidos com o quarto teste, a 23 de Agosto e nos dias subsequentes com a proclamação dos resultados eleitorais e empossamento do novo Executivo. Longe do mau agouro ventilado por alguns sectores, dentro e fora do país, segundo o qual o processo que Angola vive  vai ser “de ajustes, de avanços e recuos”, os angolanos estão engajados, porque assumem que os interesses do país estão acima de quaisquer outros.

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