Opinião

Pandemia da Covid-19 um problema global

A pandemia da Covid-19 entrou numa nova vaga, com governos de vários s países a voltarem a tomar medidas que condicionam a mobilidade das pessoas.

Os governos que enveredaram novamente por confinamentos em áreas de elevado risco de propagação rápida da doença da Covid-19 e tomaram medidas restritivas de circulação de pessoas, fizeram-no na perspectiva de conter o aumento de número de casos de infecção, sem terem de ir ao extremo de fechar as economias .
Todos sabemos dos problemas que as medidas demasiado restritivas causaram à economia e consequentemente às famílias, no início da pandemia da Covid-19, tendo os governos aprendido muito com as lições do passado.
Um prestigiado virologista alemão e assessor para os temas da Covid-19 do Governo da Alemanha, Christian Drosten, alertou para o facto de que "a verdadeira pandemia chega agora", e sugere que as lições da primeira vaga sirvam para a tomada de medidas sensatas por parte dos governos, a quem aconselha a não usarem a doença para alcançar fins políticos.
"Os custos podem ser graves se os políticos utilizarem a pandemia nas suas mensagens políticas . Isso é muito complicado e o vírus passa imediatamente a factura. Podemos ver o que está a acontecer nos Estados Unidos", disse a propósito Christian Drosten.
A nova vaga da pandemia da Covid-19 deve levar todos os Estados a tomarem consciência de que é cada vez mais necessário traçarem estratégias comuns de combate a uma doença que rompe com todas as fronteiras
Há notícias de que o número de mortos no mundo, em consequência da Covid-19, pode chegar rapidamente a um milhão, e isso deve preocupar todos os governos. Nenhum Estado no mundo está imune à pandemia, sendo um erro pensar que isoladamente os governos podem encontrar as soluções para um problema que é global. Desde o surgimento da pandemia aprendeu-se muito e hoje tem-se provavelmente uma melhor noção da gravidade do problema. Que os cientistas continuem a ser ouvidos pelos governos, que devem tomar medidas realistas e eficazes.
Enquanto as vacinas não chegarem, vamos ter de aprender a lidar com uma doença que requer cuidados especiais e permanentes, não se devendo baixar a guarda no que respeita a medidas que garantam a salvaguarda de vidas humanas.

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