Opinião

Precisamos de moralizar toda a sociedade

Está em curso no país um processo de moralização de toda a sociedade para o novo rumo que Angola precisa de tomar para resolver os problemas imediatos enfrentados pelas famílias, pessoas e instituições.

Noventa dias depois da entrada em funções do novo Governo e numa altura em que nos preparamos para um ano novo, prevalece uma importante onda que rema a favor de mudanças e reformas.
“A grande expectativa criada à volta deste Executivo continua a alimentar a esperança, há muito esperada, do surgimento de uma verdadeira renovação de mentalidades e de comportamentos no seio da nossa sociedade”, disse o Presidente da República, João Lourenço, por ocasião do ano novo.
A ideia de novo começo, com atitudes e procedimentos que fazem jus ao presente momento, devem percorrer todas as esferas da vida do país. Contrariamente ao pensamento de que tais iniciativas devam partir apenas de alguns sectores em particular, a necessidade de mudança e renovação obriga a um esforço de todos.
Precisamos de mudar para que as metas a que nos propusemos, a maior parte delas realistas e exequíveis, sejam alcançadas tendo em linha de conta o bem-estar das famílias, funcionalidade das empresas e instituições. Essa mudança de mentalidade e de comportamentos, intrinsecamente ligada a um processo de introspecção, deve começar com a pessoa, em casa, na comunidade, na via pública, na igreja e no trabalho.
Não há dúvidas de que persiste ainda pelas comunidades, em numerosas instituições, apenas para mencionar estes locais, muito do que está mal e deve ser corrigido. Os procedimentos para a gestão e recolha do lixo continuam a constituir um desafio permanente em muitas comunidades, facto que devia levar à reflexão. Urge dinamizar as comissões de bairro, as associações de moradores a partir dos bairros, ruas e condomínios, para que estes assumam os problemas e desafios da sua circunscrição. Há um grande esforço de municipalização dos serviços, uma estratégia do Governo central, que precisa de ser amplamente promovida como iniciativa correspondente à substituição do anzol em vez de peixe nas mãos dos munícipes.
Não precisamos de persistir nas velhas práticas que, como prova a experiência, apenas contribuíram para fazer regredir o país, com os resultados que testemunhamos hoje. As comunidades precisam de reforçar os mecanismos de auto-preservação, denunciando condutas e práticas que atentam contra a ordem, tranquilidade e segurança, colaborando activamente com a Polícia Nacional.
Deve prevalecer a ideia de que a instabilidade social nalgum ponto da comunidade constitui sempre uma ameaça à população.
Há igualmente aspectos que concorrem para a sã convivência que, além da necessidade da sua preservação e melhoria, devem ser promovidos e encorajados. Os esforços de renovação de mentalidades e de comportamentos são uma espécie de armas com as quais temos de lutar para transformar a sociedade angolana em nome do bem comum.
O resgate pela credibilidade e imagem de Angola começa com a assumpção de responsabilidade por parte de cada um de nós, por parte das nossas instituições para quem, como disse o Presidente João Lourenço, “todos os caminhos venham dar a Angola”. Tudo isto é possível se formos capazes da mudança de mentalidade e de comportamentos, com pequenos gestos nas comunidades, procedimentos exemplares nas instituições e empenho em tudo o que fazemos positivamente. O importante é não deixarmos morrer a motivação que acompanha os angolanos, sobretudo ao longo dos últimos noventa dias, fruto das palavras e actos do titular do poder executivo, que auguram uma fase nova e diferente.

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