Opinião

Preocupações dos empresários e a economia real

Há sinais de que o Executivo está atento ao que se passa com a situação das empresas angolanas, que se podem constituir em grandes impulsionadoras da economia.


É dado adquirido que a produção das empresas é geradora de intensa actividade económica que proporciona variados bens e serviços, pelo que faz sentido que os governantes estejam centrados em políticas de incentivo àqueles empresários que desejam empenhar-se efectivamente em criar riqueza e empregos.
É sabido que o Estado quer deixar de ser o maior empregador, e está a criar condições de incentivo às empresas, particularmente as pequenas e médias unidades produtivas, para que estas possam ser também parte efectiva do processo visando o crescimento económico.
Vivemos uma crise económica que, como já escrevemos neste espaço, pode ser superada. A economia vive de ciclos, uns bons e outros maus. Os empresários têm várias preocupações e ainda bem que o Executivo está aberto para os ouvir.
Um diálogo regular entre o Executivo e os empresários nacionais é sempre benéfico para o país. Afinal, as empresas nacionais não podem estar de fora do processo de diversificação da economia, havendo empresários nacionais experientes que têm ideias sobre o que deve ser feito para se pôr o país a caminhar no sentido de termos em todo o território actividade produtiva sustentável.
Importa entretanto que hajam acções concretas no sentido de as empresas que estão em grande número inoperantes terem actividade produtiva, no interesse do país. É elevada a taxa de desemprego em Angola e serão as empresas que hão-de ajudar a absorver a mão-de-obra, maioritariamente jovem, que não tem trabalho e que procura permanentemente emprego. Em termos simples, pode-se dizer que as empresas nacionais precisam, no essencial, de dinheiro, sendo muitas delas credoras do Estado, que vai pagar o que deve às unidades produtivas nacionais que no passado lhe forneceram bens e lhe prestaram serviços.
O pagamento da dívida do Estado para com as empresas nacionais é importante para termos de novo a actividade produtiva aquecida. O aquecimento da economia real (de bens e serviços) vai ter repercussões na vida das famílias, em termos de rendimentos. Quando as famílias têm rendimentos, elas podem consumir e o consumo ajuda as empresas a garantir actividade produtiva regular. Um baixo consumo gera desaceleração da actividade económica.
A recente reunião entre representantes de associações empresariais, o ministro da Economia e do Planeamento, Sérgio Santos e o secretário do Presidente da República para o Sector Produtivo, Isaac dos Anjos, pode ser um sinal de que se pretende andar mais depressa no que diz respeito à procura de soluções dos problemas que estão ainda a preocupar os empresários angolanos.
Que depois daquela reunião se parta para a concretização de muitas ideias que pode abrir caminho para a viabilização dos projectos produtivos das nossas empresas em todo o país.

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