Opinião

Relações Angola-Cuba

Angola e Cuba partilham laços políticos, diplomáticos, económicos, comerciais e culturais históricos que, felizmente, os dois Estados e povos têm sabido preservar ao longo de várias décadas na base da reciprocidade de vantagens.

Da mesma maneira que a República de Cuba esteve sempre do lado de Angola, desde os primórdios da constituição do Estado, a República de Angola tem igualmente estado do lado de Cuba em vários fóruns. E este estado de coisas que envolve Angola e Cuba é para ser reforçado a cada dia que passa. Milhares de quadros angolanos foram formados em Cuba, centenas continuam ainda hoje a receber formação naquele país irmão, na mesma medida em que centenas de cidadãos cubanos encontraram em Angola oportunidades para trabalhar e residir.
Na verdade, atendendo à forma como Cuba lida com doenças tropicais, muitas delas já erradicadas com sucesso, devia servir de exemplo para reforçar a cooperação na área da Saúde. Vivemos desafios monumentais no campo da saúde, por conta de doenças endémicas e procedimentos nem sempre adequados para enfrentar determinadas enfermidades.
Está em Luanda, desde ontem, o vice-presidente do Conselho de Ministros da República de Cuba. Ricardo Cabrisas Ruiz chegou ontem, a Luanda, para, entre outros assuntos, co-presidir a XIV sessão da Comissão Intergovernamental Angola-Cuba, que vai decorrer na capital do país. O encontro vai ser, à semelhança de tantos outros no passado, uma oportunidade única em que entidades angolanas e cubanas vão poder passar em revista toda uma série de aspectos ligados à cooperação bilateral a todos os níveis.
Angola encoraja as mudanças ocorridas na ilha, com a aprovação da nova Constituição e esforços no sentido da abertura económica, realidade que servirá para atrair investimentos que constituem sempre formas e oportunidades para gerar postos de trabalho. Esperamos que os documentos preparados para a reunião da Comissão Intergovernamental Angola-Cuba permitam abordagens e compromissos que incidam sobre as áreas mais prementes, sempre na base da reciprocidade de vantagens.
Tratando-se de dois países que possuem laços históricos, não é exagerado esperar que os dois Estados partilhem uma agenda estratégica de cooperação que aproxime mais os interesses mútuos e reforce as ligações.
Acreditamos que essa realidade se vai efectivar quando os co-presidentes da referida comissão intergovernamental assinarem o chamado Processo Verbal, que vincula Angola e Cuba aos compromissos que vêm sendo assumidos ao longo desses anos, desde a criação dessa plataforma de negociação política, diplomática, científica, técnica e comercial. Para a frente, fica toda uma caminhada que os dois países realizam na maximização dos laços económicos e das trocas comerciais, entre outras vantagens.

 

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