Opinião

Tecnologia de ponta para a agricultura

A perspectiva de o Estado de Israel colocar à disposição de Angola tecnologia de ponta para a agricultura, no quadro da cooperação bilateral, constitui um trunfo importante que aquele país amigo pretende colocar ao serviço do nosso país. Falando neste domingo à Rádio Nacional de Angola (RNA), o embaixador israelita lembrou as vantagens, diríamos mesmo quase absolutas que Angola tem, nomeadamente terra, água e clima em abundância.

 Oren Rozenblat lançou a bola para o lado do Governo, das outras instituições do Estado e privadas que, no âmbito dos laços económicos e comerciais, podem aceder à tecnologia de ponta israelita usada para a agricultura, bem como a linhas de crédito. Trata-se de um desafio que, como esperamos, deverá ser abraçado pelas autoridades angolanas porque apenas assim seremos capazes de transformar Angola na potência agrícola que já foi no passado.
Devemos aprender com Israel e com todos os parceiros com os quais Angola pode partilhar informações, conhecimentos e experiências que ajudem a melhorar a cooperação a todos os níveis.
Há mais de cinquenta anos que Israel tem feito da zona desértica em que se insere, que cobre grande parte do seu território, uma região próspera em termos agrícolas, numa experiência que começou com os pequenos "kibutz", espécies de cooperativas familiares. Mais da metade do território israelita é composta por solos desérticos, com reduzida incidência de chuvas, com um clima hostil e com apenas 20 por cento de terras aráveis, mas o país superou todas essas desvantagens.
Seguramente, os israelitas souberam aprender com os outros, razão pela qual hoje se predispõem também a partilhar grande parte das suas experiências que foram capazes de transformar um país desértico em terras aráveis e com uma agricultura modernizada. Podemos e devemos, com alguma urgência, contar com os bons exemplos de países com os quais Angola possui excelentes relações políticas, diplomáticas, económicas e comerciais, sobretudo, quando estes países se predispõem a colocar à disposição de Angola o que comprovadamente servirá para fazer o país avançar do estádio em que se encontra quando se trata da prática da agricultura. Não podemos perder de vista que as nossas vantagens, grande parte delas o Estado amigo de Israel não teve, são os principais activos, nomeadamente grandes extensões de terras aráveis, água e clima favorável. Urge estendermos as nossas mãos aos nossos parceiros e aliados na cooperação para que nos ajudem a transformar Angola numa potência agrícola, como de resto foi, sobretudo, no início dos anos 70 do século passado.
Nunca é demais lembrar que naquela altura Angola era auto-suficiente com a agricultura que se praticava, com recursos e meios tecnológicos, nem por isso avançados para a época.
Hoje, as coisas tendem a ser diferentes se formos capazes de juntar às nossas vantagens tudo o que de tecnológico pode falar mais alto na agricultura para erradicar todos os indicadores sociais que ainda nos preocupam.

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