Opinião

Tecnologias ao serviço da paz

O alargamento do acesso às novas tecnologias de informação e comunicação tem sido uma realidade de Cabinda ao Cunene, cumprindo-se uma espécie de digitalização das várias esferas da vida em Angola.

Não há dúvidas de que quando se fala sobre as novas tecnologias de informação e comunicação sobressai o uso de telefone móvel, uma plataforma cuja utilização transcende a realização e recepção de chamadas.
O acesso à Internet e por via desta importante via de comunicação a possibilidade de entrar para os portais de notícias, recepção de informações meteorológicas, bancárias e de saúde, por exemplo, constitui hoje um facto irreversível e um grande ganho para a sociedade.
Angola está na vanguarda dos países em que se observa o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação sem restrições, facto que demonstra a abertura das instituições do Estado aos valores da democracia, mas confirma também o compromisso do Executivo na era da digitalização.
Numa altura em que se prevê, pela semana, a realização da feira das novas tecnologias de informação e comunicação, em Luanda, importa abordar os ganhos resultantes do uso das tecnologias de informação em todo o país.
Angola tem 14 milhões de usuários de telemóvel o que, para um universo de cerca de 24 milhões de habitantes, representa um avanço significativo na medida em que o país inteiro começa a atingir níveis consideráveis de digitalização. 
Tal como vários estudos feitos por Organizações Internacionais comprovam, o uso de telemóvel nas comunidades rurais tem um impacto significativo na economia local, um facto que é também válido para as zonas urbanas. A vida e a economia das zonas rurais mudou muito e tende a mudar ainda mais à medida que se alarga e se efectiva o acesso e uso de telefones móveis.
Não estaremos a exagerar se ligarmos a aceleração da diversificação da economia angolana à expansão e uso das  tecnologias de informação em todo o país. 
Como disse o director nacional das Tecnologias, o uso das tecnologias de informação constitui um importante vector de conhecimento e ferramenta à disposição dos quadros, incluindo funcionários de base. Eduardo Sebastião disse e bem que quanto maior for o domínio das novas tecnologias melhor vai ser para a sociedade. 
Há um efeito  multiplicador na redução da perda de tempo graças ao uso de telefone móvel, na medida em que, em termos económicos, os telefones valorizam significativamente o custo de oportunidade.
Angola está a mudar e uma das bases em que assenta o desenvolvimento económico tem a ver com os serviços, dos activos mais importantes nas economias modernas.
A economia de serviços tem nas tecnologias de informação um importante aliado, sendo importante que as pessoas continuem a tomar contacto com estes importantes meios de comunicação. Há empresas cuja implantação no mercado e eventual sobrevivência depende em larga medida das tecnologias de informação, um facto que  aumenta desafios para as empresas provedoras destes serviços.
Como qualquer ferramenta cuja utilidade e benefícios para sociedade são incalculáveis, não faltam apelos no sentido de maior responsabilidade por parte dos usuários.
Em todo o caso temos esperança de que grande parte  das novas tipologias de crimes informáticos estão previstos no futuro código penal, razão pela qual importa continuar a apelar no sentido de maior contenção, seriedade e responsabilidade.  As famílias devem estar preparadas para lidar com, cada vez mais, acesso às novas tecnologias por parte dos membros mais novos dos seus agregados familiares. O controlo e acompanhamento no acesso às tecnologias de informação é fundamental para nos assegurarmos de que as crianças e adolescentes estejam a “navegar” em águas seguras e navegáveis. Esperamos que as últimas cenas reprováveis, em matéria de propagação pela Internet de conteúdos informáticos que degeneraram em actos criminosos, sirvam como ensinamento para todos os utilizadores das novas tecnologias de informação e comunicação. É verdade que, em muitos casos, o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação é feito sem a preparação elementar sobre os conteúdos a inserir e partilhar, sobretudo nas redes sociais onde o aparente “vale tudo” esteja a servir como regra de actuação. Fazemos igualmente votos de que a AngoTic, denominação da feira das novas tecnologias de informação e comunicação, sirva como um importante promotor das novas tendências em termos de acesso aos meios informáticos e seus ganhos.

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