Opinião

Um problema e desafio de todos nós

Há fenómenos climatéricos que carecem de medidas urgentes, atendendo ao impacto negativo sobre a vida das populações, solos e da economia do país.

Celebra-se hoje em todo o planeta o Dia Mundial Contra a Seca e Desertificação, uma efeméride que, aqui em Angola, lembra-nos as condições em que as populações, em partes significativas do Sul do país, os animais, a prática agrícola, se encontram. São tempos difíceis, numa altura em que o Executivo não poupa esforços para ensaiar as estratégias viáveis e que rapidamente permitirão, pelo menos, minimizar os problemas no Cunene e partes da Huíla. Acreditamos que vai levar algum tempo para se concretizarem as medidas que se mostram como as mais exequíveis para ajudar a conter, controlar e reverter o quadro de seca e desertificação.
O que sucede no nosso país, tal como em muitas partes do mundo, é também um lembrete de até que ponto o impacto das alterações climáticas estão a afectar muito negativamente algumas das regiões de países que, ironicamente, menos contribuem pelas emissões. Em todo o caso e contando com os nossos recursos, mais do que olhar as fontes primárias e secundárias do actual quadro de seca e desertificação que sucede, agora, com maior intensidade, devemos gizar as nossas estratégias. É verdade que o Sul de Angola vive uma situação cíclica, quando relacionada com a seca e desertificação, razão pela qual urge traçar estratégias de médio e longo prazos para conter ou controlar os actuais níveis daqueles dois fenómenos.
Nesta fase, em que o país regista tempo seco e como tinha alertado o Presidente da República, é provável que as condições venham a degradar-se mais, pelo que há toda a necessidade de mobilização geral a todos os níveis.
“Estamos preocupados com os próximos meses, sobretudo os próximos quatro ou cinco meses ( até Outubro), que é o início das chuvas no país. E, até lá, acreditamos que esse quadro, que observamos no Namibe e Cunene, se vai agravar”, disse o Chefe de Estado em entrevista à imprensa, no final da visita que efectuou à província do Cunene.
O Executivo pretende que em todos os esforços para minimizar os efeitos penosos da seca e desertificação no Sul do país sejam poupadas as vidas humanas, facto que obriga o reforço dos programas de emergência, sobretudo nesta fase menos boa. Vale realçar os actos de solidariedade que o Sul de Angola está a merecer da parte de outras regiões e instituições do país, facto que nos enobrece a todos. Juntemo-nos todos a favor dos nossos irmãos do Cunene, partes da Huíla e Namibe, para que não se sintam sozinhos na hora de enfrentar as agruras da seca e desertificação, que representam também problema e desafio de todos nós.

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