Opinião

Um Executivo para servir Angola

Hoje toma posse o Executivo do Presidente João Lourenço, cuja orgânica e composição reflecte uma das promessas eleitorais sobre “emagrecimento” do Governo, ao lado de uma estratégica estruturação que envolve a condução e recondução de figuras em cargos de ministeriais.

A combinação de individualidades que carregam da sua experiência governativa vantagens inegáveis com personalidades estreantes com provas dadas no sector público ou privado em que laboraram emprestam ao Executivo um valor acrescido. 
Como ponto de partida para a materialização do programa de governo do MPLA escrutinado pelo povo, estes são aspectos importantes, sendo o mais importante, no entanto, o trabalho, a eficácia e a apresentação de resultados no sentido do crescimento económico de Angola e do seu desenvolvimento.
A perspectiva de melhoria que paira sobre a nova realidade do país desde a tomada de posse do Presidente e Vice-Presidente da República, reforçada hoje com a tomada de posse do Governo, é desafiante para o Executivo saído das eleições de 23 de Agosto.
Disso mostrou ter plena consciência o Presidente João Lourenço quando, no seu discurso de tomada de posse, disse expressamente que “procurarei marcar este mandato por uma atitude responsável perante os problemas da Nação”.
Esta deve ser também a atitude das individualidades que tomam hoje posse como governantes, cujas atribuições e funções deverão ter como base elementar o interesse nacional e a defesa do bem comum.
Nunca é demais destacar, contudo, que a melhoria começa com cada angolana e cada angolano, fundamentalmente na maneira como cada um encara o país Angola que se pretende para os próximos anos, que seja sob o signo da melhoria do que está bem e da correcção do que está mal.
Muitas atitudes e acções ainda contrariam o actual momento de desafios devem ficar já para trás. Com pequenos gestos, tais como o cumprimento do horário laboral, o respeito pelas leis e a adopção de uma conduta lavrada inteiramente na legalidade, é possível contribuir para que Angola melhore ainda mais.
Da parte dos organismos do Governo dirigidos pelas personalidade que hoje tomam posse espera-se que trabalhem arduamente para erradicar alguns males que criaram raízes, nomeadamente, o deixa-andar, a burocracia e a corrupção. Maior  celeridade na resolução dos problemas que estão à vista de todos, na tramitação da documentação de pessoas, singulares e colectivas, bem como um atendimento personalizado nas instituições públicas constituem anseios e expectativas esperados pelas populações.
Como disse o novo Presidente da República, pretende renovação e transformação na continuidade e nessa esfera não se espera que os interesses particulares venham a sobrepor-se aos interesses da Nação, facto que, acreditamos, vai passar a ser marca distintiva da governação do Presidente João Lourenço.
Para a resolução dos problemas mais prementes, o tempo sempre urge e não há dúvidas de que cada dia deve ser aproveitado pelas estruturas ministeriais para avaliarem os problemas e trabalharem, com o objectivo de continuarem a fazer Angola crescer e proporcionarem mais bem-estar para os angolanos.
Esperam-se desafios importantes para os ministérios, mas igualmente para a maioria da população trabalhadora cuja acção laboral diária, entrega, rigor e disciplina, é necessária na concretização da agenda do Executivo.
Contrariamente à ideia de que devemos esperar tudo do Governo, na verdade grande parte do sucesso na materialização da agenda do Executivo dependerá do trabalho de cada um dos angolanos e estrangeiros que cá vivem. Com o empenho dos governantes e a dedicação dos governados, podemos esperar um Executivo de sucesso que, como exprimiu o Titular do Poder Executivo, terá como bússola de orientação a Constituição e as leis como critério de decisão.

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