Opinião

Ganhos económicos do Congresso

Carlos Gomes |

Embora o VII Congresso Extraordinário do MPLA tenha como pano de fundo o ajustamento pontual dos Estatutos e o alargamento do Comité Central, convenhamos que, em última análise, o foco principal será a identificação de caminhos conducentes à resolução dos intrincados problemas com que se debate a maioria dos angolanos, e que, verdade se diga, estão muito aquém do preconizado no seu programa maior, o bem-estar das famílias, como resultado da má utilização, por muito tempo, dos recursos humanos, naturais e financeiros, que em muito teriam contribuído para o desenvolvimento de Angola.

Porque ACÇÃO é o que se espera da nova vaga de militantes, com “sangue” novo, que ingressarão pela primeira vez na estrutura central do Partido MPLA, muitos dos quais com suficientes credenciais técnicas e profissionais para empreenderem o dinamismo há muito requerido do Partido, que tem a missão histórica de corrigir o (muito) que (ainda) está mal e melhorar o (pouco conseguido) que está bem, a julgar pelo lema do conclave “MPLA E OS DESAFIOS DO FUTURO”.
Ninguém melhor do que os jovens está mais interessado em resolver com urgência questões que apoquentam aquela faixa mais representativa do nosso mosaico demográfico, e que têm a ver com desemprego, emigração, alcoolismo, drogas, prostituição, marginalidade e outros males associados, que estão na origem da superlotação das cadeias, com mais de 30 mil detidos, maioritariamente jovens em idade activa, com futuro sombrio.
Dos novos militantes que irão preencher o “vazio” há muito sentido, deve exigir-se: patriotismo, responsabilidade, determinação, comprometimento, solidariedade e visão focada para o desenvolvimento e progresso de Angola, que só claudicou por ausência dessa visão, ofuscada pelo egocentrismo de “militantes” disfarçados em chauvinismos de triste memória.
Se do VII Congresso Extraordinário do MPLA não se pode esperar qualquer panaceia de transformações como que de dia para a noite, de tudo o que consta nos diversos planos e programas económicos, tais como o PDN, PRODESI, PAC e PAPE, por requererem tempo e capital humano comprometido com o sucesso dos mesmos, alguns dos quais chamados agora a “reforçar” o Partido, ao menos, que seja a pedra de toque, que conclua e recomende a extirpação no seio da direcção do Partido e do aparelho Central e Local do Estado de toda a “erva daninha” obstinada em complicar processos de impossível contorno pelos cidadãos comuns.
Se for esse o desiderato do VII Congresso do MPLA, terá valido a pena a sua realização, porque dele teremos obtido os ganhos económicos que almejamos.
* Economista

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