Opinião

As "gaffes" de Trump

Se após a Convenção Democrata o partido conseguiu unir-se mesmo que Hillary Clinton provoque alguns arrepios na ala liberal, a tendência divisiva da cimeira republicana vem-se acentuando à medida que o candidato DonaldTrump acrescenta asneiras em cima de asneiras.

Já não está só em causa as minorias que ele hostilizou, não está em causa a sua posição relativamente às mulheres, além de tudo isso o homem, cada vez que abre a boca, nunca entra mosca, sai sempre asneira. Os republicanos, até da ala conservadora, começam a deixar saber ou a dizer alto e bom som que apoiar Hillary é um voto contra DonaldTrump, que consideram um risco na Casa Branca. E a tendência de deserção republicana acentua-se, em paralelo com as sondagens estaduais, onde os republicanos perdem terreno, quer para os representantes estaduais quer para o Congresso federal que também vai a votos, bem como muitos lugares de governadores. Normalmente estes candidatos vão muito à boleia do candidato presidencial, mas desta vez um número considerável distancia-se. As recentes declarações admitindo que alunos pudessem ir armados para as escolas fizeram tremer os defensores da Segunda Emenda e até a “NationalRifle Association”. Como se isso não chegasse, interrogado acerca da sua atitude no caso da sua filha ser vitima de assédio no trabalho, disse esperar que ela mudasse de emprego.
Cinquenta destacadas figuras republicanas assinaram uma carta aberta sustentando que Trump “iria pôr em risco a segurança nacional do nosso país”, enquanto outros 50 juntaram-se ao manifesto de Clinton “Juntos pela América” apelando aos eleitores para que ponham “o país acima do partido”.
Claro que, só por si, estes desenvolvimentos não dão uma vitória a Hillary. Trump tem a sua base de apoio em largos sectores dos estratos com menores habilitações académicas, que analisam a situação de uma forma excessivamente primária. Alguns ultras, como ClintEastwood, estão a seu lado, mas a maioria de Hollywood, com a sua tradição liberal, apoia Clinton, mesmo que preferisse o mais liberal BernieSanders. Todos levam consigo eleitorado. E Clinton tem ainda uma vantagem: os fundos de campanha que não estão a faltar.Não fosse BillClinton um dos melhores angariadores de fundos que passou pela cena política americana. Mas nada pode ser tido por certo até reunir o Colégio Eleitoral.

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