Opinião

Vírus do oportunismo

Luciano Rocha

O oportunismo, tal como a impunidade, continua à solta em Luanda, à espreita constante da mínima oportunidade para demonstrar as falcatruas que definem os que vivem dele.

Os oportunistas, falhos de moral, revelam-se a cada instante no egoísmo que os faz pensar apenas neles, sem se importarem com sofrimento alheio, como comprova a actuação dos marimbondos que usaram - e continuam a usar - o erário como se fosse conta corrente particular. O oportunista - não confundir com oportuno - é assim, insensível ao tudo que não seja ele. Por essa razão, não desperdiça momento de meter dinheiro ao bolso. Como disse, recentemente, o presidente do MPLA , muitos dos que roubaram o erário se, a dado momento, não fossem travados tinham morrido de congestão. Foi pena, não se perdia nada, acrescento eu, desejando que aqueles que ainda andam por aí sem serem incomodados não tenham a mesma sorte, o que, reconheço, não é tarefa fácil, pois marimbondo tem artes de camaleão.

Aos oportunistas nem a ameaça do coronavírus os assusta ou faz parar, pelo contrário, de imediato perceberam ser altura de actuar. Se assim não fosse, não havia já à venda na rua o que falta em estabelecimentos legais de venda. Dou um exemplo, as embalagens de gel desinfectante das mãos, esgotado em várias farmácias e supermercados, são anunciados na via pública. Naturalmente a preços acima do tabelado. É preciso apurar quem as põe lá e onde adquirem, o que, desde que se queira, não custa muito.

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