Opinião

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Artesãos do jogo

Artesãos do jogo
Já não se fazem Palancas como antes. É, pelo menos, a ideia que fica do rescaldo da prestação no Egipto, onde o combinado nacional deixou uma imagem desoladora e assinou uma propaganda tosca do futebol angolano. E para encontrar quem ergueu com honra e dignidade o símbolo nacional que é a bandeira nem é necessário um mergulho tão fundo no passado, ao ponto de trazer à conversa Ndunguidi, Jesus, Fusso, Sarmento, Napoleão, Luvambo, Garcia, Saavedra, Carlos Pedro ou outro futebolista do mesmo contexto. Basta, para atestá-lo, um recuo aos anos 1990.

Liberdade e solidariedade

Liberdade e solidariedade
É costume dizer-se que o tempo é o melhor barómetro para se tirarem as conclusões e se medirem resultados de algum facto ou decisão, porque geralmente no calor das discussões e das acções há sempre posições que se extremam, transmitindo a ideia de clivagens insanáveis. Não faz muito (honestamente até aos dias de hoje só que em muito menor escala), especulava-se e insistia-se bastante na existência de uma crise política em Angola, como corolário de algumas decisões tomadas pelas novas autoridades do país na cruzada contra a corrupção e a impunidade, dois males que prejudicaram, e ainda continuam, o desenvolvimento nacional e uma melhor distribuição da riqueza que alguns julgavam tratar-se de herança.

Ainda o 27 de Maio de 1977

Ainda o 27 de Maio de 1977
O Jornal de Angola fez, na edição de 27 de Maio último, uma abordagem aos acontecimentos que marcaram a data no país, em 1977. Sabíamos, mal pensámos em conceber o projecto, que pisávamos território delicado, traiçoeiro e que, se não tentássemos o equilíbrio, a equidistância e a sobriedade, teríamos sobre nós o peso de uma eventual insatisfação ou até ira de pessoas e instituições que se sentissem, eventualmente, injustiçadas ou sonegadas nalgum direito que lhes coubesse, por exemplo, no âmbito do contraditório ou da preservação da imagem.

Citaçõesver todas

“Neste momento, o nível de liquidez em moeda estrangeira nos bancos comerciais está reposto. Tivemos o cuidado de ter uma abordagem prévia com os bancos comerciais” Lima Massano, Governador do Banco Nacional de Angola, ao referir-se à movimentação de contas em divisas por parte dos seus titulares

“Não consigo ter paz de espírito quando saio para ir trabalhar porque a minha filha pode um dia ser uma das vítimas” João Miguel, Desabafo de um encarregado de educação a propósito dos desmaios nas escolas da Centralidade de Sequele

Estamos satisfeitos, por essas e outras razões, com as frutíferas relações de amizade e de cooperação existentes entre os nossos dois povos e Governos, as quais acredito que se aprofundarão, continuamente, pelo empenho recíproco colocado pelos nossos Governos na concretização das múltiplas acções de cooperação estabelecidas aos mais variados níveis entre a República de Angola e a República Francesa” João Lourenço ,Presidente da República, em mensagem ao homólogo francês, Emmanuel Macron

Estive em Toronto, uma cidade que é cercada pelo lago de águas doces que tem o tamanho de quase um oceano. Há vinte anos escrevi um poema sobre esse lago. Sempre penso que quando o mundo secar, por conta do sol abrasivo e do nosso desleixo ambiental, os seus lençóis de água pura manterão com vida essa cidade. Na verdade, será o último lugar da terra com água e flores. Durante a minha viagem familiar, fiquei deveras impressionado com as conversas mantidas com o meu neto, o Tcheize. Ele tem 10 anos, mas já se dá conta dos meandros da política governativa. Sempre que eu procurasse elogiar Toronto, seu encanto e nível de segurança, por andarmos até tarde e em qualquer lugar, ele, num instante, apoiado em argumentos fortes, desfazia a minha boa impressão. De forma muito cirúrgica, argumentava que o senhor Primeiro-Ministro só sabe viajar e que esse dinheiro todo, bem somado, enquanto “grande desperdício”, poderia servir para melhorar o ensino e a saúde, “áreas que perderam peso orçamental”, explicou.

Adriano Botelho de Vasconcelos

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