Política

5 mil antigos combatentes passam na “prova de vida”

Adão Diogo| Saurimo

Apenas 5.168 antigos combatentes, dos mais de 14000 controlados pelo sector na província da Lunda-Sul, foram registados durante o processo de recadastramento, que decorreu na província, até quarta-feira passada.

Secretário de Estado Domingos Tchikanda avaliou o processo de recadastramento
Fotografia: Edições Novembro

Durante o processo, os brigadistas detectaram várias insuficiências, como falta de processos individuais ou de documentos essenciais exigidos. Notou-se, também, a ausência de assistidos nos locais definidos para o cadastramento.

Segundo o secretário de Estado dos Antigos Combatentes, Domingos André Tchikanda, a triagem revelou a existência de “ confusão no seio do público alvo” em diferenciar o antigo combatente, aquele que participou na luta de libertação nacional, quer na clandestinidade, e o veterano da Pátria.
Domingos André Tchikanda notou que o Estado pagava subsídios a pessoas sem história na luta de libertação nacional. Acrescentou que outros “ostentavam, de forma fraudulenta, o estatuto de antigo combatente, apesar de nascerem em 1968”.
Em declarações à imprensa, no termo de um encontro que presidiu, em Saurimo, o secretário de Estado confirmou que a realidade constatada na Lunda-Sul é recorrente em todas as regiões do país onde passou, o que, frisou, reflecte o estado da sociedade. Admitiu a possibilidade de responsabilização criminal aos autores dessas práticas, por gestão danosa.
O Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria denunciou, no mês passado, que mais 12 mil falsos pensionistas foram detectados durante o processo de recadastramento dos assistidos, levado a cabo em algumas províncias, o que permitiu ao Estado poupar anualmente três mil milhões 246 mil 594 kwanzas.

 

 

 



 

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