Política

Académico advoga difusão nas línguas das comunidades

Victória Quintas/Huambo

A abordagem das comunidades rurais sobre o processo de implementação das autarquias locais deve ser feita na língua falada naqueles meios, para evitar a deturpação dos conteúdos, defendeu ontem, na cidade do Huambo, o académico Carlos Teixeira.

Carlos Teixeira falou sobre a implementação das autarquias
Fotografia: M. Machangongo| Edições Novembro

O docente universitário, que falava na palestra sobre “As contribuições do Ensino Superior na implementação das autarquias em Angola”, promovida pela Universidade José Eduardo dos Santos, disse que, apesar de faltarem cerca de seis meses do ano marcado para o início da implementação das autarquias locais, as universidades devem promover actividades com im-pacto nas comunidades.
“Acho que a academia deve estar à frente dos acontecimentos, porque sabemos, há muito, que este é um mo-delo organizacional administrativo resultante da Constituição”, disse o jurista. A realização de eleições autárquicas de forma gradual, referiu Carlos Teixeira, apresenta todas as vantagens, por se tratar de um processo novo e que a própria Constituição estabelece. “Nem todas as municipalidades reúnem os requisitos para avançar com o processo, de modo que devemos aprender com a realidade de cada região”, disse o professor universitário.
“As autarquias devem ser realizadas de acordo com a realidade de cada província e de cada municipalidade, tendo em conta que o conceito de autarquia nasce de uma aproximação de vizinhança, identidade, interesses e de cultura”, acrescentou Carlos Teixeira.
Lembrou que as assimetrias existentes, mesmo no processo da implementação das autarquias vão subsistir. Para ultrapassá-las, dependerá da ha-
bilidade dos agentes políticos, dos programas a serem apresentados, tendo em conta a geografia humana e técnica, para a realização dos programas de desenvolvimento.

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