Política

Acesso à educação é crucial

Edna Dala |

A vice-presidente da Assembleia Nacional, Joana Lina, defendeu ontem a igualdade no acesso à educação e formação profissional para a eliminação do analfabetismo entre as mulheres.

A erradicação do analfabetismo que ainda apresenta taxas elevadas nas comunidades rurais é um desafio das autoridades
Fotografia: Jorge Mulongui

A deputada que discursava na cerimónia de abertura de um seminário alusivo à mulher africana.
A deputada defendeu igualmente a necessidade de uma atenção redobrada no acesso das mulheres à formação profissional, à ciência e tecnologia e à educação profissional.
  Joana Lina sublinhou que devemos prestar atenção ao fortalecimento do papel das mulheres na esfera económica, na aplicação da Lei de Bases da Protecção Social e a legislação laboral cuja proposta se encontra no Parlamento.
A vice-presidente da Assembleia Nacional sublinhou que o Censo Geral\'2014 vai contribuir de forma significativa para s equacionar uma parte considerável dos problemas que ainda subsistem. Acrescentou que os seus resultados “vão permitir saber de forma precisa quantos somos, onde estamos e como estamos para melhor adequar as políticas, programas e planos de desenvolvimento\". 
Joana Lina explicou que o seminário é um marco de reflexão para avaliar os progressos registados e os constrangimentos. A ministra da Família e Promoção da Mulher, Filomena Delgado, defendeu que para assegurar a igualdade de género é imperioso investir nas mulheres melhorando a saúde reprodutiva, respeitando os direitos humanos, proporcionando oportunidades económicas e estabelecendo parcerias com os homens no sentido de serem alcançados de forma eficaz os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.
Filomena Delgado falava sobre a participação da mulher na vida pública. Disse que a democracia e a participação popular na governação e no desenvolvimento não são efectivas sem a participação igual de homens e mulheres: “A participação das mulheres traz novas perspectivas e prioridades ao processo político e à organização da sociedade.\"
Sobre a posição de Angola no que toca a igualdade de género,  Filomena Delgado esclareceu que o Executivo sempre esteve preocupado com a participação activa das mulheres nos diferentes sectores da sociedade, adoptando políticas para  exaltação da mulher. sobre a educação, a ministra revelou  que 50 por cento das meninas não terminam o ensino primário. Explicou também que algumas práticas tradicionais afectam directa ou indirectamente as crianças do sexo feminino.
A situação, disse, é agravada  pela pressão económica nos agregados de baixos rendimentos onde as raparigas são relegadas para o papel tradicional de donas de casa ou provedoras de rendimentos no sector informal.

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