Política

ACNUR elogia papel das comunidades

Isidoro Samutula | Dundo

O chefe dos Escritórios do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na Lunda-Norte, Guy-Ruffin Guernas, reconheceu o papel proeminente que as comunidades locais, os comerciantes e alguns sectores sociais estão a desempenhar no sentido de criar um ambiente de compaixão para que os refugiados possam sentir-se como se estivessem em casa.

Guy-Ruffin Guernas, que falava quarta-feira no município do Lóvua durante o acto central nacional do Dia Mundial do Refugiado, lembrou que o ACNUR trabalha com os países membros para conduzir os processos de assistência humanitária aos refugiados e mostrar, através de aplicações práticas, que uma resposta adequada pode ajudar a vontade política no sentido de observar os direitos dos refugiados.
“É possível responder à crise dos refugiados, numa altura em que a incerteza política contribui para a restrição das acções que ferem em certa medida aquilo que são os princípios fundamentais dos refugiados”, disse o responsável do ACNUR na Lunda-Norte, numa mensagem dirigida aos cerca de 12 mil refugiados assentados no acampamento do Lóvua.
Guy-Ruffin Guernas revelou que 85 por cento dos 25 milhões dos refugiados a nível mundial estão nos países pobres ou de rendimento médio, o que torna claro o que o mundo precisa de uma forma mais previsível e equitativa para responder à crise dos refugiados.
O governador da Lunda-Norte, Ernesto Muangala, lembrou que Angola tem uma tradição no acolhimento de refugiados, desde os primórdios da Independência. Citou os casos de refugiados da Namíbia, Zimbabwe, África do Sul, RDC, Uruguai e República Árabe Saraui. Mesmo nos momentos difíceis, sublinhou, Angola sempre apoiou os povos irmãos que encontravam o seu território como refúgio.
Ernesto Muangala disse que é seguindo esta tradição hospedeira do povo angolano que, no ano passado, a província abriu a a fronteira para acolher mais de 30 mil refugiados da RDC.
No princípio, os refugiados enfrentaram muitas dificuldades, porque a província não estava preparada para o número de refugiados que diariamente davam entrada no território da Lunda-Norte, sendo ainda um ano em que o país se preparava para as eleições gerais.

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