Política

Acordo com a FAO reforça agricultura

Angola e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) assinaram em Roma, Itália, um acordo para a criação em Luanda de um escritório de parceria, com o objectivo de prestar assistência técnica na elaboração de programas com vista a melhorar a produtividade, competitividade e diversidade dos produtos agrícolas e animais.

Fundo da ONU manifesta interesse na competitividade dos produtos nacionais
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro


O acordo,  que entra em vigor após a sua ratificação pelo Executivo angolano,  é válido por um período de 5 anos e pode ser automaticamente renovável por igual e sucessivos períodos.
A segurança alimentar e nutricional, reforço da gestão, preservação do ambiente e gestão sustentável dos recursos naturais, são outras valências do acordo, assinado quarta-feira pelo ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, e pelo director-geral da FAO, Graziano da Silva.
Após a sua entrada em vigor, o documento vai substituir  o acordo de Instalação, celebrado a 2 de Fevereiro de 1982, entre a FAO e Angola.
Para a execução dos diferentes projectos e programas do acordo, a FAO vai receber até três funcionários técnicos auxiliares angolanos. O responsável do Escritório é o director-geral da organização no país, que também vai assegurar a ligação com os outros escritórios da FAO no continente.
Conselho de Governadores do FIDA
O ministro da Agricultura participou, na capital italiana, de 13 a 14 deste mês, na 41ª sessão do Conselho de Governadores do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), que decorreu sob o lema “ Da fragilidade à resiliência a longo prazo: investir em economias rurais sustentáveis”.
O Conselho de Governadores focou a sua atenção na procura de respostas inovadoras que satisfaçam as necessidades dos Estados membros, relativamente à erradicação da pobreza e fomento da transformação rural.
Os 176 membros do FIDA anunciaram o aumento das suas contribuições em 10 por cento, o que permitirá implementar um programa de empréstimos e doações no valor de 3.5 milhões de dólares, com vista a redução da fome e pobreza a dezenas de milhões de camponeses nos países em desenvolvimento. De 3 em 3 anos, os Estados membros procedem à reposição dos recursos que o Fundo utiliza para conceder doações e empréstimos em condições favoráveis aos países em desenvolvimento.
Noventa por cento das contribuições destinam-se aos países de baixo e médio rendimentos.
O ministro da Agricultura avaliou com o presidente do FIDA, o togolês Gilbert Houngbo, a possibilidade de novos financiamentos para as áreas da agricultura, pecuária e pescas. Actualmente Angola beneficia de três projectos no valor de 46 milhões de dólares.
Entre 2019 e 2021, o FIDA prevê que os seus projectos e programas assistam mais de 47 milhões de pequenos agricultores, como forma de aumentarem a produção.
O presidente do Fundo, Gilbert Houngbo, prometeu intensificar o apoio do Fundo em áreas relacionadas com o clima, nutrição e  questões de género
O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola é uma instituição financeira internacional especializada das Nações Unidas. Desde a sua constituição, em 1977, já recebeu contribuições de cerca de 8.5 milhões de dólares dos seus membros.
O Conselho de Governadores é o principal órgão de administração do Fundo. Reúne-se anualmente, para a tomada de decisões sobre questões relacionadas com a aprovação de novos membros, nomeação do presidente do Fundo, aprovação de regulamentos e adopção de políticas gerais.
O país enfrenta vários desafios no domínio da diversificação económica para reduzir a dependência ao petróleo.

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