Política

África mudou muito nos últimos 50 anos

Gabriel Bunga

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e o Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, vão falar, hoje, em Luanda, da cooperação angolano-cabo-verdiana e dos últimos acontecimentos na República da Guiné Bissau.

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e o Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, vão falar, hoje, em Luanda, da cooperação angolano-cabo-verdiana e dos últimos acontecimentos na República da Guiné-Bissau.


Esta informação foi dada, ontem, às 18 horas, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, pelo Presidente da República de Cabo Verde, momentos depois de ter chegado da África do Sul, onde assistiu à tomada de posse do novo Presidente sul-africano, Jacob Zuma.
Pedro Pires foi recebido, no aeroportp, pelo ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro “Ngongo”, que estava acompanhado da vice-ministra das Relações Exteriores, Exalgina Gamboa.


Falando à imprensa, o Presidente de Cabo Verde considerou que os últimos acontecimentos na Guiné-Bissau como sérios e graves. Por isso, disse, fez escala em Luanda para trocar impressões com o Presidente José Eduardo dos Santos, no sentido de ajudar à não interferência nos assuntos daquele país. “O nosso objectivo é apoiar os nossos irmãos guineenses para encontrarem o melhor caminho e ultrapassarem as actuais dificuldades que, no meu ponto de vista, são muito sérias”, disse o Presidente Pedro Pires aos jornalistas.
Sobre a sua presença na investidura de posse do Presidente Jacob Zuma, sublinhou que foi para aprofundar as relações com a África do Sul, um país economicamente potente em África. “A África do Sul tem um papel importante na arena internacional. É bom que estejamos presentes. O novo Presidente tem uma perspectiva própria para o desenvolvimento da África do Sul”, afirmou Pedro Pires.
Em relação a África, cujo dia se comemora a 25 de Maio, o Presidente de Cabo Verde disse que não é pessimista e que, apesar das dificuldades, acredita no futuro africano. Pedro Pires realçou as conquistas conseguidas pelo continente, nos últimos 50 anos, com destaque para a mudança geopolítica africano. “Devemos ser optimistas e realistas, ao mesmo tempo. E o importante é trabalhar mais, apresentar mais resultados e conseguir unir os esforços em cada país.”


Quanto à transformação do Campo do Tarrafal em Património Mundial, afirmou que é necessário ver, primeiro, os resultados e mostrar, publicamente, outros campos. “É importante descobrir a nossa memória, que nos dá inspiração para o futuro”, afirmou, para acrescentou: “Se conseguimos as independências também podemos sonhar com um futuro de prosperidade, de bem-estar e liberdade para todos.”

Tempo

Multimédia